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sábado, 1 de janeiro de 2011

Times: Lula deixa para trás um Brasil transformado

Na Revista Times, uma longa matéria que você nunca vai ler nos jornais e revistas brasileira.

..Desde a primeira eleição de Lula em 2002, a classe média cresceu - 29 milhões de pessoas - mais do que a população do Texas - a criação de um novo e poderoso mercado consumidor interno. Outros 20 milhões de pessoas - tanto como no estado de Nova York - foram retirados da pobreza. O país que recebeu uma ajuda 30000000000 dólares do Fundo Monetário Internacional(época de Fernando Henrique Cardoso) ao se aproximar do colapso econômico em 2002 agora empresta dinheiro ao FMI, fazendo até US $ 5 bilhões disponíveis para empréstimos a outras nações.

O valor da moeda do Brasil mais que dobrou em relação ao dólar dos EUA. A desigualdade tem sido reduzido, a renda dos mais pobres, 10 por cento da população, cresceu cinco vezes mais rápido.. A inflação foi domada, o desemprego está em um registro baixo e analfabetismo caiu. No momento em que Brasil sedia os Jogos Olímpicos, é previsto para ser a quinta maior economia do planeta, superando a Itália, Inglaterra e França. Link para a Times, aqui

De Lula para Dilma

No futuro, quando o período da história em que o Brasil foi governado por Luiz Inácio Lula da Silva for estudado, o que a grande imprensa disse daquele governo em seus últimos dias colidirá com os fatos e com o que dizia a nova mídia que surgia na internet, que, apesar de então ainda não ter o mesmo alcance da velha mídia, começava a ganhar importância entre os formadores de opinião.
Apurar-se-á que, durante os oito anos do governo Lula, todos os grandes jornais, revistas, televisões, rádios e portais de internet repetiam, em uníssono e como se fosse um mantra, um discurso que intensificaram na reta final daquele governo, de que não teria tido outro mérito além do de continuar a obra de Fernando Henrique Cardoso, que, segundo essa imprensa, seria o verdadeiro responsável pelo sucesso estrondoso com que o Brasil chegou ao primeiro dia da segunda década do século XXI.
Historiadores espantar-se-ão com a quantidade de editoriais, colunas e artigos ou com programas sobre política no rádio e na tevê que entoavam exatamente o mesmo discurso, como se obedecessem a uma única ordem de comando.
Na internet, porém, encontrarão versão diametralmente diferente, embasada por argumentos bem construídos, expostos em milhares de páginas, e concluirão que aqueles grandes meios de comunicação tentavam impedir que versão diferente da história fosse conhecida simplesmente censurando opiniões divergentes da sua.

O triunfo de Lula

O vencedor
Derrotado em 1989, 1994 e 1998, Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República em 2002. Lula venceu e convenceu a nação. Hoje, sai da presidência para colocar no seu lugar a primeira mulher presidente da República. Comentários, explanações, estudos e fatos passados. Especulações para o futuro. Hoje, mais uma vez, Lula venceu. 



Fonte: Blog da Folha

Emocionado, Lula se despede do povo


Encerrada sua participação na cerimônia de posse da agora presidente Dilma Rousseff, Lula se despediu do povo em frente ao Palácio do Planalto

Ao descer a rampa do Palácio do Planalto, de mãos dadas à mulher, Marisa Letícia, e à presidente, Dilma Rousseff, Lula chorou.

O ato marcou o fim dos oito anos de sua gestão e o início do governo de sua sucessora Dilma.

Emocionado, o Presidente se despediu de Dilma e do vice-presidente, Michel Temer e, antes de seguir para a Base Aérea de Brasília - de onde viaja para São Paulo - foi até o público para se despedir dos populares que acompanhavam a cerimônia. Dezenas de políticos também foram ao local para abraçar o ex-presidente. Logo após a despedida, Dilma deu início à cerimônia de posse dos ministros.

Com a trasmissão do cargo, Lula deixou para trás o governo que, antes mesmo de começar, teve de ser avalizado em 2002 por uma Carta ao Povo Brasileiro. Para acalmar o "deus mercado", que a essa altura estabelecia cada dólar valendo R$ 3,53, o documento fixava compromissos de crescimento econômico com estabilidade e de ampliação de políticas sociais.

Lula foi o governante mais popular da história - chegou a 87% seu nível de aprovação pessoal no fim do mandato - confirmou a continuidade de sua gestão e, mesmo nos últimos dias à frente do Palácio do Planalto, sempre evitou usar a palavra "adeus".

O “até breve” de Lula



Fonte: O Recôncavo

Dilma toma posse como 1a mulher presidente do Brasil

Por Leonardo Goy e Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - Dilma Rousseff tornou-se neste sábado a primeira mulher presidente da República e prometeu fazer da luta contra a miséria uma prioridade em seu governo.

A nova presidente prometeu, em seu discurso de posse no Congresso, consolidar a "obra transformadora" daquele que lhe passou a faixa e que a escolheu para sucedê-lo, afirmando que governará para todos.

"A luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos", afirmou Dilma, de 63 anos, no Congresso.

"A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. Com crescimento é que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações", afirmou em discurso logo após de assumir, que durou 40 minutos.

Dilma destacou também a necessidade de uma reforma política e medidas que modernizem o sistema tributário do país.

A presidente assumiu o compromisso de avançar em áreas como educação e saúde e disse que o Brasil deve ser um exemplo para o mundo de que é possível ter crescimento econômico sem destruir o meio ambiente. Para ela, este é um momento novo para o Brasil.

"Muita coisa melhorou no nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era", disse. "Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida."

Dilma agradece Lula e diz que governará com 'espírito de união'

A presidente disse que cuidaria
com 'carinho dos mais frágeis'
Após receber a faixa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff agradeceu seu antecessor e disse que assume o governo com “espírito de união”.

“Trabalharei para que estejamos unidos pelas mudanças necessárias na educação, na saúde e segurança e, sobretudo, na luta para acabar com a pobreza e miséria”, disse a presidente.

O discurso foi proferido pouco após Dilma ter sido empossada, no Congresso Nacional, como a primeira mulher presidente do Brasil.

Dilma afirmou que suceder Lula era um desafio e que, para honrar seu legado, teria de consolidar e ampliar os avanços sociais conquistados nos últimos anos.

Ela se disse “muito emocionada pelo encerramento do mandato do maior líder popular que o país já teve”.

“A alegria que sinto pela posse, como presidenta, se mistura pela emoção de sua despedida. Mas Lula está conosco. Sei que a distância do cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade.”

Antes, no Congresso, a presidente afirmara que “a luta mais obstinada” de seu governo seria a erradicação da miséria no país. Segundo ela, sua eleição “dignificava cada mulher brasileira”.

Clique Leia também na BBC Brasil: Dilma diz que combate à pobreza será luta 'mais obstinada' de seu governo

José Alencar

Assim como em discurso proferido logo após tomar posse, no Congresso, Dilma elogiou o ex-vice-presidente José Alencar, que acompanhava a cerimônia do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde está internado.

“Que exemplo de coragem e amor à vida nos dá esse grande homem, e que parceria Zé Alencar e Lula fizeram pelo Brasil e pelo nosso povo.”

A presidente disse que cuidaria com “carinho dos mais frágeis e necessitados” e que governaria para todos os brasileiros.

“Minhas mãos vão estar abertas e estendidas para todos, desde nossos aliados de primeira hora até os que não nos acompanharam no processo eleitoral”.

‘Sem rancor’

Dilma se referiu também colegas dos tempos em que militou contra a ditadura e disse não carregar “nenhum ressentimento e nenhuma espécie de rancor” do período.

“Aos companheiros meus que tombaram no caminho, minha homenagem e eterna lembrança.”

Ao citar a meta de “continuar crescendo, gerando emprego para atuais e futuras gerações”, a presidente fez uma pausa para enxugar lágrimas.

“O povo brasileiro e o nosso país tem condições hoje de se transformar no maior e no melhor país pra se viver”, concluiu, ao fim do discurso.

Despedida de Lula

Uma multidão acompanhava o discurso do lado de fora do palácio. Muitas pessoas empunhavam bandeiras de vários Estados e municípios brasileiros, e outras vestiam camisetas do PT e de partidos aliados.

Após o pronunciamento, Dilma recebeu cumprimentos de autoridades estrangeiras, como a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), José Mujica (Uruguai) e Sebastián Piñera (Chile).

Em seguida, de braços dados com Lula, caminhou até a rampa do Palácio do Planalto, onde se despediu do antecessor.

Após a despedida, Lula causou grande agitação ao se dirigir ao público que assistia à cerimônia, onde permaneceu por vários minutos.

De lá, ele prosseguiu até a base aérea com sua mulher, Marisa Letícia, onde embarcaram em um avião para São Paulo.


Rafael Spuldar
Enviado especial da BBC Brasil a Brasília