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terça-feira, 1 de junho de 2010

Chegaram atirando, relata brasileira a bordo de navio atacado

A cineasta brasileira Iara Lee, que estava a bordo de um dos barcos interceptados na manhã de segunda-feira, diz que "os israelenses começaram atacar de forma indiscriminada" e que em alguns casos atiraram na cabeça dos ativistas.
Iara Lee falou à Folha por telefone do presídio de Beer Sheva, no sul de Israel. Junto com ela estão detidos centenas de ativistas que tripulavam a frota de seis navios que tentava romper o bloqueio marítimo israelense e levar ajuda humanitária à faixa de Gaza. Pelo menos nove ativistas foram mortos a tiros, e dezenas ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses durante a interceptação das embarcações. Israel alega que os soldados reagiram ao ser atacados com barras de ferro e facas, e que abriram fogo para evitar um linchamento.
"Esperávamos que eles dessem tiros na perna, tiros no ar, só para aterrorizar as pessoas, mas foram direto. Eles atiraram na cabeça dos passageiros", relata a cineasta, que é ex-mulher do diretor Leon Cakoff.

 Iara Lee se negou a assinar uma declaração admitindo que entrou ilegalmente em Israel, o que aceleraria sua deportação do país. A embaixada do Brasil em Tel Aviv colocou um advogado à disposição da brasileira, que também tem passaporte americano. Ela será submetida a um procedimento administrativo e deve ser expulsa de Israel.
Os confrontos que resultaram nas mortes dos ativistas ocorreram a bordo da maior embarcação, onde havia cerca de 500 ativistas, a maioria turcos, quando a frota se encontrava em águas internacionais.
O violento incidente deflagrou onda mundial de condenação a Israel, que alegou que havia extremistas nos navios e que os soldados agiram em legítima defesa.
Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira de ascendência coreana radicada nos EUA. Entre suas obras estão os documentários "Synthetic Pleasures" (1995), que trata do impacto da alta tecnologia sobre a cultura de massas, e "Modulations" (1998), sobre música eletrônica.


Fonte: Folha online

Licença para matar



Desde que Israel trucidou centenas de crianças durante a sua ofensiva bestial sobre a Faixa de Gaza em 2008/2009 que perdi qualquer esperança de um dia o mundo conseguir dialogar com a nação que, atualmente, é a maior ameaça à humanidade. E que, ironicamente, é a nação belicosa mais “compreendida” pelas grandes potências e pela imprensa internacional.
A humanidade ter que aceitar os crimes hediondos que os israelenses praticam sem parar passou a ser um fato da vida sobretudo porque, à diferença de Irã, Cuba, Coréia do Norte e outros regimes fechados, Israel é considerado um país “democrático”.
No sentido de os cidadãos israelenses de primeira classe terem condições de escolher livremente seus governantes, sim, Israel é um país democrático. E é nesse ponto que a descontrolada potência militar do Oriente se torna mais perigosa, pois ser uma democracia lhe confere uma espécie de licença para matar, outorgada pelo Ocidente.
Essa licença se dá através do espaço indesculpável concedido pela imprensa internacional para as desculpas esfarrapadas e para as provas forjadas que Israel apresenta após cada massacre de pobres coitados armados com paus, pedras e, como se vê agora, também com estilingues e facas.
O vídeo divulgado por Israel que mostraria seus soldados sendo atacados ao desembarcarem nas naves da “Flotilha da Liberdade”, é uma piada. Homens e mulheres civis só atacariam com canos e estilingues uma força militar armada até com mísseis se essa gente tivesse sido atacada antes do desembarque israelense. Não foi ataque, foi resistência aos que atacavam, é óbvio.
É por isso que, neste momento, a imprensa daqui teve que recuar, porque a reação internacional contra o novo massacre perpetrado por Israel é de perplexidade e revolta – mais uma vez. Contudo, no dia de mais um crime israelense, imaginem o que fez a Globo. Simplesmente pôs um judeu simpaticão no programa do Jô Soares. De kipá na cabeça e tudo.
Enquanto escrevo, o entrevistado, cujo nome não me interessa, está enaltecendo Israel, suas forças armadas e sua cultura. Acaba de dizer que o ponto alto dos soldados israelenses é a moral deles, sua capacidade de doação ao próximo e outras barbaridades. Em seguida, começou a enumerar celebridades judias…
É claro que, num primeiro momento, a mídia daqui e de toda parte terá que criticar Israel. E as potências também. A covardia e a insanidade do ato que perpetraram gritam de forma ensurdecedora. Mas será só num primeiro momento. À diferença do que se faz contra Cuba ou Irã – que estão permanentemente sendo acusados -, contra Israel as críticas não sobreviverão uma mísera semana.
É assim que funciona a licença para matar que a mídia dá a esses assassinos dementes. Por meio da hipocrisia, do deboche, da falta de memória das massas e da impotência dos justos. Não demora, portanto, e Israel voltará a usar a licença macabra que o Ocidente lhe outorga.

Fonte: Cidadania

Eu também sou palestino

Os nazistas israelenses, na charge de Carlos Latuff. 


Solidariedade é a qualidade daquele que sofre com a dor alheia e age porque a tem como sua. Provavelmente, entretanto, esta definição não será encontrada no Aurélio. Não importa. Afinal, para quem sente ela faz sentido.
Israel é um Estado terrorista, que possui armas de destruição em massa, agride as convenções internacionais, desrespeita as resoluções da ONU, nega ao povo palestino o direito a edificar o seu país e promove a tortura e o genocídio. Nada mais parecido com um nazista do que um general israelense. Maldito seja o deus que prometeu esta terra e a destinou à tamanha carnificina.
O massacre promovido pelo Estado de Israel contra a chamada “Flotilha da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, deixou ao menos 19 mortos e 36 feridos. A covardia desta obra traz vergonha à humanidade. Ou o mundo reage a esta ignomínia, ou seremos todos, sem exceção, cúmplices da barbárie sionista.
O Estado de Israel cobriu-se, mais uma vez, com o sangue de inocentes. As grandes potências mundiais novamente se calam e, com isso, ajudam a matar mais pessoas.
Abatido e indignado, vejo, através do Opera Mundi , a onda mundial de protestos que o massacre provocou.
Vou dormir com uma certeza: hoje, eu também sou palestino.


Por Charles Carmo

É hora de gratidão em Minas

A proximade com Serra já fez de Aécio 
uma pessoa mais meiga


A gratidão e o reconhecimento são para os mais puros de coração cujo os olhos veem o amor das nobres ações e elevados gestos das pessoas queridas que florescem em seus caminhos perfumando o trilhar dos que andam segundo os ensinamentos benditos de São Serapião. Aécio Neves saberá ver o carinho e apreço de seu inoxidável benfeitor paulista, que com suas ações fez de tudo para prestigiá-lo e engrandecê-lo, fazendo correr relatórios secretos benfazejos de exaltação ao nobre  representante das Minas Gerais, para que este ficasse vitaminado no cenário político nacional. Igualmente arquitetou apoios e solidariedade às suas intenções eleitorais, num bonito gesto de grandeza e generosidade.
Ainda que o destino, o único culpado a ser buscado por nós, não quisesse ver Aécio triunfar sozinho no atual momento, o grande almirante de São Paulo lhe estendeu a mão para juntos formarem uma dupla imbatível, como Batman e Robin, Schumacher e Rubinho, Jerry Lewis e Dean Martin, enfim, dois grandes a lutar pela Pátria em nome dos homens bons, e por isso mesmo Aecinho, num grande gesto patriótico não hesitará mais a compor com vice-presidente, a chapa vitoriosa destinada a remir o Brasil da bandalheira petista. Alvíssaras.

Fonte: Hariovaldo

Imprensa brasileira esconde farsa eleitoral na Colômbia




Está acontecendo um verdadeiro escândalo eleitoral logo aqui ao lado, na Colômbia, mas, no Brasil, estamos completamente alheios ao fato. Uma eleição está sendo roubada pelo regime de forma descarada, com relatos sucessivos de fraudes, intimidações, assassinatos e incursão de agentes norte-americanos no país para influírem no processo. Contudo, na imprensa brasileira mal se percebe que o país vizinho começou a escolher seu novo presidente.
Contrariando as pesquisas de intenção de voto, o candidato governista, Juan Manuel Santos, do Partido de Unidade Nacional, o mesmo do presidente Alvaro Uribe, teve mais do que o dobro dos votos do oposicionista Antanas Mockus, do Partido Verde, na eleição de ontem.
Os observadores internacionais e nacionais estão fazendo reiteradas denúncias. A candidatura de Santos teria sido beneficiada pela compra de votos, segundo acusa relatório da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Colômbia. Mesmo com a segurança reforçada em todo o país, foram registradas 17 ações armadas, de acordo com a entidade. Esses ataques impediram que muitos eleitores chegassem aos centros de votação. Houve bloqueio de estradas e a descoberta de explosivos em zonas rurais. Várias mortes foram registradas.
É voz corrente no país que está sendo encenada uma farsa ao fim da qual o candidato de Uribe será eleito. Tanto é verossímil essa versão que a abstenção chegou a 51%. A maioria da população nem se atreve a se arriscar a ir votar e sofrer pressões e constrangimentos. A transição vai sendo conduzida muito mais pela Cia do que pelo regime beneficiado pelas fraudes – um regime afundado em denúncias e escândalos de corrupção.
No entanto, você já ouviu o Arnaldo Jabor vociferar contra a Colômbia chamando o regime de Uribe de “ditadura”? Onde estão Globos, Folhas, Vejas e Estadões para condenaram essa farsa eleitoral na Colômbia, esse estupro da democracia que acontece aqui ao nosso lado? A eloqüência com que condenam a Venezuela ou a Bolívia que têm feito eleições inquestionáveis simplesmente vira fumaça diante de um país como a Colômbia, em que a democracia é uma enorme farsa.
No Bom Dia Brasil, por exemplo, nenhuma palavra sobre fraudes, pressões, assassinatos de eleitores ou sobre a incursão americana no processo eleitoral colombiano. Só falaram que as pesquisas “erraram”. A Folha de São Paulo desta segunda, nada noticiou sobre o assunto. O Globo diz que o candidato de Uribe “surpreendeu”. O Estadão diz apenas que o candidato do regime foi “o mais votado”. O Valor diz, seco, que “haverá segundo turno”.
A exceção foi o Jornal do Brasil, reportando denúncias de compras de votos, e matéria do UOL que não foi parar no jornal do grupo Folha.
Junte-se essa postura da imprensa brasileira com a que adotou em relação ao golpe em Honduras, criando mais uma expressão polêmica, a do “golpe constitucional”, ou a discurseira que os veículos de Marinhos, Frias, Civitas e Mesquitas mandaram seus capangas “colunistas” e “blogueiros” espalharem sobre cassar a candidatura Dilma Rousseff por “propaganda antecipada” e se terá claro quanta ameaça ainda pesa sobre a democracia brasileira.

Fonte: Cidadania

Beltrame para a PF da Dilma. A UPP é a melhor política contra o tráfico

        Beltrame: quanto mais política social, menos segurança




Saiu no Estadão de domingo, página C4 (clique aqui para ler a matéria), entrevista com José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio:

- Quem garante que o tráfico não retoma o controle dos territórios ?

- Eu garanto. Se entrarem com 10, 15 bandidos num morro, eu ponho 500 homens e corro com eles de lá.

- Correr aí é um eufemismo ?

- A polícia não quer matar ninguém, mas ela também não vai pôr a cabeça debaixo da mesa… se não impuserem limites, fica cada vez pior … preciso enfrentar.

- Política de enfrentamento é o nome do jogo ?

- … o Estado tem que se colocar. O Estado é o detentor do monopólio da força. Penso que quanto mais política social tiver  (UPPSs– PHA), menos segurança eu preciso. Mas numa área onde estou impedido de entrar, como vou fazer ?

- A chamada ala dos direitos humanos não gosta muito desse discurso.

- Pois o discurso dessas pessoas é que precisa se modernizar. Há  anos é sempre o mesmo. A mesma história de mão de ferro do Estado, como se estivéssemos na década de 70… o discurso é unilateral e excludente. Não considera que a polícia é a mesma que faz a UPP, que diminui os índices de criminalidade (*), que tira armas da rua… Em alguns lugares os policiais já participam de casamentos, festas, batizados. Aos sábados, eu mesmo costumo ir com a minha família.


Saiu no Globo deste domingo, na página 19 (clique aqui para ler a matéria):

“Imóveis em favelas com UPP sobem até 400%. Comunidade ocupadas (pelas UPPs) incham, ganham puxadinhos, casas mais altas e até mesmo condomínio informal.”
(As UPPS estão no Jardim Batam, Cidade de Deus, Borel, Providência, Santa Marta, Babilônia e Chapéu Mangueira, Pavão-Pavaozinho- Cantagalo, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras. Em breve, na Mangueira e na Rocinha. São uma associação do Governo do Rio, da Prefeitura e do PAC da Dilma. (**) Uma miragem, segundo o Farol de Alexandria.)

Por que o Serra não instala uma UPP no Guarujá ?

Por que ele não criou uma Secretaria de Segurança no Estado de São Paulo ?

Por que ele quer declarar guerra à Bolívia e não o tráfico nas baladas de São Paulo ?

Por que o Abadia disse que a melhor maneira de acabar com o tráfico em São Paulo era fechar o Denarc do Serra ?

A UPP é a melhor política que se pratica no Brasil contra o tráfico.




(*) Os números da criminalidade em São Paulo aumentaram no Governo do Inacabado. E olhe, amigo navegante, que os números da criminalidade do Serra têm a credibilidade da lista de livros mais vendidos da Veja.

(**) As UPPs afogaram no rio da Guarda a tese da “remoção das favelas”. 

Ação provocou protestos; EUA lamentam morte, mas não condenam incidente.



Premiê de Israel lamenta mortes, mas defende ataque a frota 
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, lamentou nesta segunda-feira a morte de pelo menos nove ativistas pró-palestinos no ataque de forças de Israel a navios que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza, mas disse que soldados do país agiram em legítima defesa no incidente.
"Nossos soldados tiveram que se defender, defender suas vidas", disse Netanyahu no Canadá, antes de embarcar de volta a Israel. Antes, Netanyahu – que cancelou uma viagem que faria a Washington – havia expressado "apoio total" aos militares do país.
O presidente americano, Barack Obama, lamentou o ataque israelense e disse que os dois líderes concordaram em reagendar o encontro que teriam na capital americana para outra data.
A Casa Branca disse que os Estados Unidos "lamentam profundamente" a perda de vidas e indicou que espera saber mais detalhes sobre as circunstâncias do ocorrido, mas não condenou o ataque de Israel.
O porta-voz do departamento de Estado americano P.J. Crowley disse que o governo americano "apoia aumentar a quantidade de mercadorias para Gaza. Mas isto deve ser feito sob um espírito de cooperação, não de confronto".