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domingo, 23 de maio de 2010

Mas não foi a TV? Não, não foi a TV. Foi a verdade

A maré não anda boa, mesmo, para o serrismo. Deu chabu a saída de “culpar” a televisão por mostrar o fato de Dilma ser a candidata de Lula para justificar a mudança nos números do Datafolha. Nem se todos os que viram Dilma na TV e não viram Serra tivessem decidido votar nela seria o bastante para “sumir” a diferença de dez pontos que a Folha dava ao tucano.

Explico: diz o levantamento que 37% dos entrevistados dizem ter visto “propaganda” de Dilma na televisão. Mas 29% dizem que viram Serra. Portanto, a ex-ministra levou vantagem só de 8%, Mesmo nas entrevistas e programa jornalísticos, há um virtual empate: 27% viram alguma aparição de Dilma e 25% de Serra.

Aconteceu o que dissemos ontem aqui. A lógica mandaria que Dilma tivesse muito mais menções, pelo fato de terem ido ao ar o programa e as inserções do PT. Não teve tanta vantagem porque, antes e durante a pesquisa Serra apareceu de maneira ilegal e criminosa nos “comerciais” do Dem, que, segundo os nossos comentaristas, continuam a ser veiculados em diversos pontos do país.

Mas o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), considerou que o resultado da pesquisa é consequência da participação de Lula em “propaganda partidária ilegal”, numa referência ao programa de TV do PT. Coitado, ele não viu os comerciais do Serra no horário do Dem, nem conhece o artigo 45, & 1°, Inciso I, que proíbe expressamente seu candidato de usar horários de outros partidos.

Só o que lamento é que, diante de tanta manipulação, haja gente no comando do PT ainda tratando isso como se fosse sério, para não chacoalhar o barco.

Eu penso que não se pode permitir, seja qual for a circunstância, que se manipule o processo de formação da consciência popular. Um povo esclarecido é o melhor remédio contra aventuras e golpismos. E, para a direita brasileira, não é nenhuma novidade histórica o apelo a estes métodos.

Fonte: Tijolaço

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