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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

ENFIM, SERRA CUMPRE PROMESSA DE CAMPANHA


















Fonte

Denúncia Grave: comportas foram fechadas p/proteger a marginal e alagar áreas pobres de SP

Por: Fabiana Uchinaka

As seis comportas da barragem da Penha, na zona leste de São Paulo, foram completamente fechadas às 2h50 do dia 8 de dezembro, dia em que a cidade enfrentou fortes temporais e viu diversos pontos alagarem como há muito tempo não se via. Somente dois dias depois, às 17h20, todas as comportas foram abertas. Os dados, fornecidos pelo engenheiro responsável pela barragem, João Sérgio, indicam que houve uma clara escolha da empresa responsável: alagar os bairros pobres da zona leste para evitar o alagamento das marginais e do Cebolão, conjunto de obras que fica no encontro dos rios Tietê e Pinheiros.

“Mesmo fechando as comportas, encheu o [córrego] Aricanduva. Se eu não tivesse fechado aqui, teria alagado as marginais e toda São Paulo”, justificou Sérgio, que explicou que a decisão vem da direção da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia). Ele acrescentou ainda que no dia 9 duas comportas foram abertas às 10h10 e mais duas às 21h.

Barragem da Penha, na zona leste, vista com todas as comportas abertas

O engenheiro argumenta que cada barragem (são quatro em São Paulo: Móvel, Penha, Mogi das Cruzes, Ponte Nova) é responsável apenas por administrar o fluxo de água do local e não sabe o que acontece nos outros pontos, porque não há comunicação. Mas ele acredita que as comportas foram abertas nas barragens de cima, em Mogi, e isso influenciou no alagamento da região da zona leste.

“Não recebo informações de outras barragens. As de cima são administradas pela Sabesp e as de baixo pela Emae. Eu só respondo por essa barragem e às ordens da Emae”, disse. “Também acho estranho o nível da água não baixar aqui e não sei por que está indo para os bairros, mas não precisa ser especialista para ver que está assoreado [o rio]“.

Ele trabalha há quase 15 anos no local e conta que desde o governo de Orestes Quércia (1987-1991) não são colocadas dragas para desassorear o rio na parte que fica acima da barragem. “O governo tentou colocar de novo, mas a própria Secretaria de Meio Ambiente não deixou, porque não tinha bota-fora [local para despejar a terra retirada]“, afirmou.

O desassoreamento do rio daria mais velocidade ao escoamento da água e aumentaria a área de reserva de água perto da barragem, o que impediria o transbordamento para os bairros adjacentes.

Para Ronaldo Delfino de Souza, coordenador do Movimento de Urbanização e Legalização do Pantanal, o governo fez uma opção. “Ou alagava a marginal ou matava as pessoas no Pantanal. E matou”, disse. “E ainda bota a culpa nas moradias. O Estado só se preocupa com o escoamento de mercadorias, só pensa em rodovia. Vida humana não importa”.

Moradores e deputados estaduais fizeram nesta quarta-feira (17) uma inspeção no local para saber se a abertura das comportas tinha relação com o alagamento no Jardim Romano e no Jardim Pantanal, que já dura nove dias.

O movimento, formado por moradores de diversos bairros localizado na várzea do rio Tietê, acusa o governo do Estado e a prefeitura de manterem a água represada além do necessário como forma de obrigar as famílias a deixarem a região, onde será construído o Parque Linear da Várzea do Rio Tietê. Há anos, os moradores resistem em sair dali, porque dizem que o governo não apresenta um projeto habitacional concreto e apenas oferece uma bolsa-aluguel.

“Não era para as máquinas estarem trabalhando aqui? Cadê? Não tem um funcionário do governo aqui”, reclamou, apontando para as ilhas que aparecem no meio do rio, logo acima da barragem da Penha. As dragas são vistas somente na parte de baixo da construção.

“Os córregos do Pantanal já estavam muito cheios três dias antes da chuva. Como não abriram a barragem sabendo que ia chover?”, perguntou Souza, indignado. “O que a gente viu aqui é que não houve possibilidade de escoamento, porque a água ultrapassou o nível das comportas e não tinha velocidade para descer, não tinha gravidade”, concluiu.

Segundo os registros da barragem, no dia 8 a água ficou acima do nível das comportas por 5 a 6 horas. Sérgio explicou que a queda do rio Tieê é de apenas 4% e por isso a vazão demora cerca de 72 horas desde a barragem de Mogi das Cruzes até o centro da cidade — isso sem chuva. “É demorado, sempre foi”, disse.

O assoreamento do rio Tietê é claramente percebido na parte de cima da barragem

“Imagina o que uma hora de comportas fechadas não faz de estrago lá no Pantanal”, falou Souza, diante dos dados. “Se fecha aqui, a água para de novo, perde velocidade e vai demorar mais 72 horas para descer”, afirmou.

Os deputados estaduais que acompanharam a inspeção concordam con a teoria dos moradores. “Foi feita uma escolha e a corda estourou do lado mais fraco”, afirmou o deputado estadual Raul Marcelo (PSOL). “É uma questão grave. A falta de comunicação e de um gerenciamento unificado são prova de uma falta de governância e de um planejamento na administração das barragens, o que levou, em grande parte, ao fato do bairro do Pantanal ter sido alagado”.

Garoto utiliza cavalo para passar pelas águas represadas do Jardim Romano, na zona leste

“Há uma estranha coincidência de que no momento da desocupação há um alagamento desses e ninguém consegue escoar a água. Não havia uma inundação dessas há 15 anos e o nível das águas está subindo mesmo sem chuva. É muito estranho e as autoridades têm que explicar”, completou o deputado estadual Adriano Diogo (PT).

Eles farão um relatório sobre a inspeção e pretendem denunciar o caso, junto com a situação da estação de tratamento de esgoto (leia aqui), aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Da série Ombudsman sofre

Do Blog do Jakobskind

Cidadão Boilesen e a Folha

Não deu na Folha de S. Paulo

Renato Khair foi assistir ao filme Cidadão Boilesen e, no documentário, a Folha é citada como colaboradora da repressão, inclusive cedendo carros do jornal para a famigerada Operação Oban. O rapaz resolveu, então, enviar um e-mail para o ombudsman da Folha, solicitando que o jornal se posicionasse diante das graves acusações, já que até hoje ninguém da direção havia ainda se manifestado. Afinal, a Folha colaborou ou não com a Oban? Abaixo, seguem os e-mails que ele enviou e a resposta risível do Carlos Eduardo Lins da Silva.
Nenhuma das mensagens foi publicada pelo jornal.

Seguem abaixo os e-mails.

E-mail do Renato Khair:

“No ótimo documentário ‘Cidadão Boilesen’, de Chaim Litewski, há uma citação expressa de que o jornal ‘Folha de São Paulo’ teria colaborado diretamente com a Operação Bandeirantes (Oban), da ditadura militar. A ‘Folha’ teria cedido suas caminhonetes aos membros da Oban, na repressão aos opositores da ditadura. É uma acusação grave e séria. Até agora, não vi nenhuma resposta da ‘Folha’, negando veementemente qualquer tipo de participação ou de apoio ao regime militar. O mínimo que se espera é que o jornal se manifeste, seja para refutar ou para confirmar tais afirmações”.

Renato Khair

Resposta do ombudsman da Folha:

Caro Sr. Renato,

Durante o período ditatorial, a direção da Folha não foi informada da utilização de seus caminhões pelos órgãos de repressão. No entanto, investigações posteriores constataram que, de fato, alguns veículos do jornal foram usados por equipes do DOI-Codi. Esses atos foram praticados à revelia dos acionistas da empresa.

Atenciosamente,
Carlos Eduardo Lins da Silva

Fonte
Luis Nassif

MPF move ação de improbidade. Camargo e OAS (obras do amigo Zé Pedágio) estão em todas


Eles estão em todas

O Conversa Afiada eproduz o email que recebeu do MPF:

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DE S. PAULO

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

16/12/2009 – Congonhas: superfaturamento na reforma do aeroporto leva o
MPF a mover ação de improbidade

Demora para reformar pista também é questionada. Ação é contra cinco
funcionários da Infraero, três construtoras (Camargo Corrêa, OAS e
Galvão) e a empresa autora do projeto básico
O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou com ação civil
pública de improbidade administrativa contra cinco funcionários da
Infraero e os responsáveis legais pelo consórcio formado pelas
construtoras OAS, Camargo Corrêa e Galvão, e pela Planorcon Projetos,
por inúmeras irregularidades nas licitações, nas obras de reforma e
ampliação do aeroporto de Congonhas, realizadas entre 2004 e 2007, e,
inclusive, pela demora da Infraero em licitar a reforma da pista
principal do aeroporto, o que gerou a necessidade de contratação
emergencial do consórcio, com dispensa de licitação.
O MPF investiga as irregularidades nas obras desde 2004, quando,
inclusive, ajuizou ação com o objetivo de paralisar a reforma, devido a
vícios descobertos na licitação, que teria sido conduzida para favorecer
o consórcio vencedor. Além do direcionamento, a ação de improbidade
aponta sobrepreço e superfaturamento, detectados pelo Tribunal de Contas
da União, na ordem de R$ 45 milhões, correspondentes a cerca de 30% do
valor total do contrato original.
A ação ajuizada em 2004 ainda tramita na 25ª Vara Cível da Justiça
Federal em São Paulo, por força de decisão do Tribunal Regional Federal
da 3ª Região, de julho de 2007, que anulou sentença que arquivava o
processo, e determinou a análise do pedido ministerial para anular a
licitação e obrigar a Infraero a não repetir os mesmos procedimentos da
concorrência 001/DAAG/SBSP/2004.
Na ocasião, o objeto inicial do MPF era a concorrência 001/DAAG, para
reforma e ampliação do aeroporto, que reformulou os terminais de
passageiros, dotando-os de fingers de embarque, reformou a pista
auxiliar, entre outros. O MPF não arquivou sua investigação e, desde
2004, a instituição tomou por base o trabalho de auditoria das
secretarias de Controle Externo de São Paulo e de Fiscalização de Obras
do TCU, que realizou sucessivas tomadas de contas, ao longo dos últimos
cinco anos, referentes ao aeroporto.
NÚCLEOS – A Procuradora da República Suzana Fairbanks Lima de Oliveira,
responsável pelo caso, utilizou-se ainda de auditoria interna da própria
Infraero para aferir os atos de improbidade de cada funcionário e
empresa. A nova ação é subdividida em três núcleos de irregularidades:
1) Direcionamento e outras 10 irregularidades na concorrência nº
001/DAAG/SBSP/2004, para reforma e ampliação do aeroporto:
a) Projeto básico deficiente: os erros no projeto são a principal causa
da prematura celebração de um aditivo contratual, em outubro de 2005,
que aumentou o custo da obra;
b) Projeto básico não-aprovado quando a licitação começou: impreciso, o
projeto sofreu diversas revisões, aumentando a quantidade de itens para
a obra;
c) Preços acima dos de sistemas de referência: o orçamento da
Infraero, somente na amostra analisada pelo TCU, foi supervalorizado em
R$ 16.380.353,56;
d) Utilização inadequada da pré-qualificação prevista na lei de
licitações: a pré-qualificação “restringiu enormemente as
empresas na disputa”. Para o MPF, a inexistência de critérios
objetivos de julgamento das propostas originou o direcionamento da
licitação e a restrição da concorrência;
e) Utilização inadequada do tipo de licitação “técnica e preço”: a
avaliação técnica voltou-se aos serviços comuns de engenharia, e não aos
serviços específicos e particulares a empreendimentos aeroportuários. Ao
atribuir mais pontos aos primeiros, a escolha do tipo “técnica e
preço” foi infundada;
f) Restrição da competição: o edital de pré-qualificação traz
exigências desnecessárias à reforma do Aeroporto de Congonhas;
g) Infração aos princípios do julgamento objetivo e da igualdade entre
os licitantes: o direcionamento da licitação facilitou o julgamento
subjetivo dos concorrentes pela comissão de licitação;
h) Restrição ao caráter competitivo da licitação pela fixação indireta
de preço mínimo e estabelecimento de critérios que tornam praticamente
irrelevante a proposta de preços, transformando a licitação
indiretamente no tipo “técnica”;
i) Sobrepreço: valores praticados pelo Consórcio Oas/Camargo
Corrêa/Galvão no contrato nº 057-EG-2007/0024, com base nas planilhas
contratuais apresentadas, estavam de 31% a 252% superiores aos valores
de referência no TCU. O exemplo extremo era o finger de embarque, que
custou R$ 2.218.665,62, quando o TCU o encontrou no mercado por R$
630.209,11. O sobrepreço na amostra auditada pelo TCU foi da ordem de R$
18 milhões;
j) Superfaturamento: em 18 medições, realizadas entre 2004 e março de
2006, o TCU encontrou, nas amostras, superfaturamento dos custos do
contrato de R$ 12.740.108,77;
k) Subcontratação irregular da Planorcon, autora do projeto básico,
para elaboração do projeto executivo;
2) Irregularidades apontadas nas obras pela auditoria do Tribunal de
Contas da União em 2007;
l) Aditivos contratuais desviaram o objeto inicial da obra: mudanças no
contrato original, celebradas em 2005 e 2006, entre a Infraero e o
consórcio OAS/Camargo Corrêa/Galvão, aumentaram o valor do contrato
em R$ 37.582.726,53, 24,9% acima dos R$ 151 milhões previstos
inicialmente. As mudanças foram tantas que parte do projeto inicial não
foi executado. Foram alterados itens relativos a 61,71% do orçamento da
obra. Ou seja, as alterações ficaram no limite legal de 25% da obra, mas
houve alteração em mais da metade do que seria construído, constituindo
desvio do objeto inicial da obra;
m) Alterações indevidas de projetos e especificações: pela lei,
aditivos contratuais tem que ser justificados por fatos supervenientes e
imprevisíveis. Em nenhum momento isto ficou provado nas respostas da
Infraero ao TCU;
3) Omissão da Infraero, que levou a contratação emergencial da reforma
da pista principal do Aeroporto de Congonhas;
Desde 2001, a pista principal do aeroporto de Congonhas apresentava
problemas. Naquele ano, a pista passou por obras da construtora Talude,
mas, segundo laudo técnico do laboratório de pavimentação da USP,
entregue à Infraero em outubro de 2004, o serviço não desemborrachou o
asfalto suficientemente para a segurança de pousos e decolagens. Apesar
disso, o projeto de reforma do aeroporto, em 2004, não incluiu a reforma
da pista principal e a Infraero só iniciou novo processo de licitação
para reforma desta pista em 2006, certame que foi anulado pelo TCU em
virtude de diversas irregularidades.
Diante da grave situação, o MPF ajuizou em janeiro de 2007 uma ação
civil pública para que fosse interditada a pista principal do aeroporto,
enquanto não houvesse sua reforma. A ação surgia após sucessivos
derrapamentos de aeronaves, sem vítimas, no local. Em Termo de
Ajustamento de Conduta, celebrado em abril de 2007, entre o MPF, a
Infraero e a Anac, foi estabelecida a reforma emergencial da pista
principal de Congonhas no prazo de 45 dias, após o término das obras que
estavam sendo realizadas na pista auxiliar, objeto da licitação de 2004.
Foi então anunciada a contratação direta do consórcio OAS/Galvão para a
reforma da pista.
Para o MPF, a reforma emergencial não teria sido necessária se a
Infraero tivesse adotado as providências cabíveis desde 2004. “A
contratação direta não foi resultado de fatos imprevisíveis, mas sim da
falta de planejamento dos gestores responsáveis, que, omissos, deixaram
de tomar as providências para solucionar o problema”, diz a ação.
RESPONSABILIZAÇÃO – A ação pede a responsabilização de cinco
funcionários da Infraero, em diferentes graus de responsabilidade, e
dos responsáveis legais pelas construtoras OAS, Camargo Corrêa e Galvão,
e da empresa Planorcon, responsável pela elaboração do Projeto Básico
deficiente, pelos atos de improbidade administrativa mencionados.
Deveria figurar na ação o ex-presidente da Infraero, Carlos Wilson, o
que não ocorre em virtude de sua morte, em abril deste ano.
São demandados na ação:
Pela Infraero: Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores, ex-Diretora
de Engenharia; Josefina Valle de Oliveira Pinha, ex-Procuradora Chefe;
Armando Schneider Filho, ex-Superintendente de Empreendimentos de
Engenharia; Tércio Ivan de Barros, Gerente de Estudos Aeroportuários e
Rogério Mansur Barata, ex-Gerente de Empreendimentos;
Pelas construtoras são demandados os seguintes responsáveis legais:
Augusto Cezar Ferreira e Uzêda (OAS); João Ricardo Auler e Dalton dos
Santos Avancini (Camargo Corrêa) e Dario de Queiroz Galvão Filho e José
Gilberto de Azevedo Branco (Galvão). Já pela Planorcon, responderá
Carlos Eduardo de Freitas Klüppel.
O MPF pede que os réus respondam pelos atos de improbidade
administrativa que geraram prejuízo ao erário e atentaram contra os
princípios da Administração Pública, ressarcindo integralmente o dano,
percam suas funções públicas, tenham suspensos seus direitos políticos
em até oito anos, paguem multa civil de até duas vezes o valor do dano e
sejam proibidos de contratar com o Poder Público ou receber crédito ou
benefícios fiscais pelo prazo de até cinco anos.

Fonte
PHA

Copenhague: O jeito jn de manipular uma informação


O Conversa Afiada reproduz o comentário do amigo navegante Michel:
Enviado em 16/12/2009 às 13:29

Viu a manipulação (mais uma) do Jornal Nacional ontem (15/12/09)?
A manipulação promete ser o mote da campanha eleitoral em 2010. Mais uma vez, o ardil visa tentar desacreditar Dilma – que, no vídeo em questão, Ali Kamel tenta imputar como “encrenqueira”, “autoritária” e “burra”. Vamos aos pontos:
1- Aos 43 seg. do vídeo a Globo, num contraponto ao “fracasso” e “confusão” da Conferência mostrado por Sonia Bridi, mostra o Schwarzenegger num tom firme falando do sucesso do evento;
2- Logo em seguida à fala do famoso e forte governador “do maior e mais rico Estado americano”, a Globo, dando carona ao lado positivo e féerico do evento, exibe a imagem aberta de governador do “mais rico” Estado brasileiro. Faltou a Globo esclarecer que as falas de ambos foram dadas na fase preliminar da Conferência, ou seja, na parte “menos nobre” do evento;. Note que a própria Globo diz que, ao final do dia, houve o início das negociações de “alto nível”;
3- A partir dos 2 min do vídeo, vem o show da manipulação: a Globo fala que os ministros Dilma e Minc “tem tido divergências de linguagem” (tempo verbal que sugere “divergências renitentes”). E manipula a reportagem para o telespectador ingênuo interpretar nas falas dos ministros uma “divergência” que não existe. Note que Minc fala que o Brasil “abre mão dos recursos de adapatação”; em seguida, ao peso da pesada expressão “a ministra desautorizou”, a Globo mostrou Dilma falando que o Brasil reinvidica “recursos de mitigação”. Uma coisa (recursos de adaptação) não tem nada a ver com outra (recursos para mitigação). Em suma: os ministros podem até ter tido algumas divergências, mas no vídeo em questão falaram a mesma língua. Embora a Globo omita a edição no JN, para mim está claro que os vídeos foram invertidos de forma leviana: a fala da Dilma (revelando que pedira a Minc para esclarecer a confusão) deveria estar antes da fala do Minc (que estava ali desfazendo a confusão a pedido da ministra).
4- Ao final, dão destaque à “gafe” da ministra que foi claramente um ato falho comum que vitima inclusive os próprios locutores da Globo.


Fonte
PHA

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Folha(*) tenta esconder avanços da banda larga no Brasil


A Folha(*) e seus especialistas ...

Deu no blog do Virgílio Freire:

terça-feira, 15 de dezembro de 2009
IBGE – O Brasil já é um país “conectado na rede” – A “FOLHA” tenta esconder

Veja a manchete de Primeira Página da Folha de São Paulo – o manipulador jornalão paulista consegue transformar uma excelente notícia (Expansão de renda e crédito faz uso de rede crescer 75% em 3 anos) em uma manchete negativa (65% do país não tem acesso à internet).

É a imprensa manipuladora, que defende os interesses dos proprietários de jornais e não os interesses do cidadão brasileiro.

A grande imprensa brasileira está toda ela podre. Precisamos incentivar os meios alternativos de informação – blogs, websites, newsletters, revistas alternativas, e até jornalis alternativos.

O mundo mudou, e a mídia tradicional não notou – vai ser atropelada pela blogosfera. A credibilidade dos grandes jornais ficou reduzida a zero.

O leitor se tornou mais crítico, com muito mais acesso à informação diversificada, divergente das notícias pasteurizadas das grandes Agências.

Esta semana temos a 1ª CONFECOM, que vai mudar o cenário da informação no Brasil.
E mais importante ainda, no próximo ano, 2010, teremos as primeiras eleições no Brasil com o emprego da Internet, da Blogosfera, da informaçào independente.

Tal como ocorreu na eleição de Barack Obama, que surpreeendeu os grandes caciques Republicanos, atrelados à mídia impressa, aqui também haverá surpresas.

A velocidade de divulgaçào das notícias pela blogosfera é mil vezes maior do que o rádio, a TV e os jornais – as revistas já estão em estado de coma terminal.

Será um “Anus Mirabilis” – o Ano das Maravilhas – em que O Sertão Vai Virar Mar, e o Mar Vai Virar Sertão.
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65% do país não tem acesso à internet
Expansão de renda e crédito faz uso de rede crescer 75% em 3 anos; IBGE, porém, ainda vê ‘apagão digital’
(apagão digital seria se o número de cidadãos ligados à Internet houvesse diminuido. O “apagão” elétrico ocorre quando as luzes se apagam, não quando o número de residências com luz elétrica aumenta. Esta declaração é um modelo de manipulação jornalística.)
Pesquisa feita pelo IBGE revela que 104,7 milhões de brasileiros (65,2% da população acima de dez anos) não têm internet. O acesso à rede, porém, registrou alta de 75% e passou de 32 milhões para 56 milhões de pessoas no país no período entre 2005 e 2008. O instituto atribui essa alta à expansão de renda e crédito.
Em média, o brasileiro que acaba de descobrir a internet mora no Norte/Nordeste, tem renda de até um salário mínimo, 27 anos de idade, sete anos de estudo e acessa a rede de casa ou de LAN house. A pesquisa ouviu 391 mil pessoas acima de dez anos que entraram na internet pelo menos três meses antes da entrevista.
“A evolução é fantástica, mas, pela quantidade de excluídos, ainda temos um apagão digital”, afirmou Cimar Azeredo, do IBGE.
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Leia mais
Fonte
PHA

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eles querem é “hondurar”


Estados Unidos, Peru, Colômbia, Costa Rica e Panamá foram os únicos países que reconheceram – por enquanto, apenas retoricamente – a enorme farsa que foi a recente “eleição” em Honduras. Todavia, devido à enorme pressão internacional que estão sofrendo, é possível que retrocedam, sobretudo os EUA, que só reconheceram a fraude por conta das bases militares que querem manter na estratégica região.

Por outro lado, nas Américas os países que não reconheceram a farsa hondurenha foram Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Paraguai, Uruguai e Venezuela, e, na Europa, quem se recusa a reconhecer são os países da União Européia, ou seja, Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, França, Finlândia, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia.

Além disso, os seguintes blocos de países se negaram a reconhecer a eleição fraudulenta de Honduras: Mercosul, Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA), União Européia e União Sul-Americana de Nações (Unasul).

Mas, na América Latina, os impérios de comunicação esfregaram as mãos e salivaram com um gostinho que não experimentavam havia décadas, o de assistir à derrubada ilegal de um governo legítimo, logo substituído por ditadores que mandam suas forças de repressão prenderem, torturarem e matarem o povo subjugado e roubado em seu direito de escolher seu governante.

No começo, os apoiadores do golpismo bananeiro ficaram um pouco envergonhados, mas, depois, foram se soltando. E é bom que seja assim, para que todos os democratas do país saibam exatamente quem eles são e para que leiam e escutem seus “argumentos” pervertidos, suas mentiras asquerosas.

Através do pudor abandonado desses amantes de ditaduras, agora está provada uma teoria que venho repetindo desde 2003 àqueles que criticaram o governo Lula por aceitar algumas das imposições das elites étnico-econômicas-geográficas brasileiras. Se Lula tivesse investido de uma só vez contra o status quo construído por essas elites durante 500 anos, já teria sido derrubado.

Leiam, abaixo, a defesa apaixonada dos golpistas hondurenhos publicada no blog do dublê de jornalista Ricardo Noblat e escrita por um dos asseclas da gang tucana que diz que governou, mas que apenas quebrou, espoliou e estuprou o Brasil entre 1995 e 2002. Trata-se de Everardo Maciel, ex-secretário da Receita do “governo” FHC. Ele presta o favor de mostrar a cara disforme da direita midiática brasileira.



*



Lições hondurenhas, mais uma vez



Everardo Maciel



A pequena e pobre Honduras está oferecendo ao mundo um notável exemplo de fidelidade à lei. Resistiu galhardamente à censura da comunidade internacional que, em virtude de má fé, ignorância, demagogia ou preconceito, pretendeu enxergar golpe em episódio que correspondeu a uma deposição constitucional.

O ex-presidente Manuel Zelaya fez seguidas tentativas de lograr sua reeleição, o que é vedado por cláusula pétrea constitucional. Essas tentativas configuraram crime de traição. Justamente por isso, o Ministério Público ofereceu denúncia acolhida pela Corte Suprema, que determinou sua deposição e prisão.

As Forças Armadas, incumbidas de proceder à deposição e prisão, erraram ao extraditarem o presidente deposto, pois tal procedimento também contraria a Constituição hondurenha. Esse erro, contudo, em nada invalida a deposição. Tal fato, é claro, deve ser apurado, para fins de responsabilização dos que o praticaram.

A extradição do ex-presidente vestido de pijama ofereceu respaldo midiático para imagem de um golpe de estado. Essa imagem paralisou qualquer esforço visando a entender o ocorrido, nos termos do ordenamento jurídico hondurenho.

Alguns estranham a cláusula pétrea que veda a reeleição. Esse estranhamento pode ser esclarecido à luz da tradição golpista na América Central. Tanto aquela quanto outras normas constitucionais estão francamente voltadas para prevenção de golpes. Incluem-se nesse contexto, a exigência de condicionar a nomeação ou destituição do comandante das Forças Armadas à aprovação do Parlamento e a subordinação desse comandante, durante o período eleitoral, ao Tribunal Superior Eleitoral.

Muitas constituições, promulgadas nos anos 80 e 90, cuidaram de evitar atentados à democracia ou reparar injustiças sociais – iniqüidades que prevaleciam no período que precedeu à convocação do Poder Constituinte. Delas se diz que são faróis virados para trás. No Brasil, por exemplo, a Constituição de 1988 foi pródiga na outorga de direitos sociais, a pretexto de resgatar a chamada dívida social. Em Honduras, a principal chaga era o golpismo.

Há também os que reclamam a ausência de um processo de impeachment contra o ex-presidente. Cada país, contudo, tem seu modelo próprio para apurar crimes de responsabilidade e promover, se for caso, a deposição da autoridade. Ninguém apontou uma incongruência sequer, no caso de Honduras.

Essa incapacidade de entender as circunstâncias jurídicas da deposição resultou na qualificação de Roberto Micheletti pela, sui generis expressão, presidente “de facto”. Em verdade, ele era o primeiro na linha sucessória presidencial, tendo sido eleito pelo Congresso, em votação unânime, logo após a deposição de Zelaya.

O presidente Micheletti deu uma aula de prudência e democracia. Tinha motivos de sobra para romper relações com o Brasil, que exoticamente “hospedou” Zelaya, e não o fez. Agiu com moderação e firmeza em relação aos que incitavam contra a ordem constituída ou praticavam atos de vandalismo. Conduziu com serenidade o país até a realização das eleições previstas na legislação local. Celebrou o Acordo Tegucigalpa/San José, que buscava construir parâmetros políticos para pacificar o país.

O ex-presidente Zelaya solenemente ignorou aquele acordo, do qual fora também signatário. À vista de pareceres contrários da Corte Suprema e do Ministério Público, sofreu uma derrota acachapante no Congresso, em sua pretensão de ser “restituído” à Presidência (111 votos contra 14). Seu candidato, em eleições com comparecimento recorde, logrou uma pífia votação. De resto, é réu em vários processos por crimes políticos e comuns.

O presidente eleito, Pepe Lobo, candidato da oposição, escolhido por expressiva maioria, agora percorre vários países para buscar reconhecimento do pleito. Nessa peregrinação, se faz acompanhar pelos candidatos por ele derrotados na disputa presidencial, o que evidencia espírito conciliador e repulsa nacional aos que tentaram valer-se de meios democráticos para destruir a própria democracia.

O questionamento das eleições não tem nenhum fundamento, salvo a proclamação de idéias filiadas ao cesarismo chavista. As exigências postas para reconhecimento das eleições, como a concessão de anistia política a Zelaya, decorrem da arrogância contra um país que teima em afirmar sua soberania e cumprir suas leis.

A pobre e pequena Honduras dá uma lição de maturidade democrática. Já a diplomacia brasileira colecionou um variado repertório de declarações disparatadas e infringiu severamente o preceito constitucional de respeito à não intervenção e autodeterminação dos povos, o que configura, em tese, crime de responsabilidade, nos termos da Lei nº 1.059, de 1950.


Fonte
Cidadania

domingo, 13 de dezembro de 2009

Presidente Lula lidera também pesquisa na Espanha e Dilma está entre as personalidade do ano

Enquanto no Brasil, a classe média conservadora e seus jornalões se preocupam com a “merda” que o presidente Lula disparou para definir a situação em que se encontra a maior parte do povão brasileiro, na Espanha o jornal El País publica um suplemento dominical com as 100 personalidades ibero-americanas que marcaram o ano de 2009. E Lula aparece em 1º lugar, à frente de sua colega chilena Michele Bachelet.Para quem não viu, a ministra Dilma está entre as 100 personalidades. Veja aqui

Lula lá

Se não bastasse ter sido escolhido pelo jornal espanhol El País como o personagem do ano, o Presidente Lula lidera também a pesquisa do Latinobarómetro, também divulgada na sexta-feira. De uma classificação que vai de um a dez, Lula teve nota 6,4, seguido pela presidente do Chile, Michele Bachelet, com 5,8.

Fonte
Amigos do Presidente Lula

Helmut Schmidt: “O senhor está absolutamente certo em relação ao Irã”

Presidente Lula se encontra com o ex-chanceler alemão Helmut Schmidt em Hamburgo (Alemanha). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Quando visitou o Brasil em 1979, o então chanceler alemão Helmut Schmidt fez questão de se encontrar em São Paulo com Lula, que havia sido destituído do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista pelo regime militar. Trinta anos depois, o gesto não foi esquecido pelo ex-sindicalista e hoje presidente do Brasil. Em sua passagem pela Alemanha na semana passada, Lula aproveitou para ir à redação do jornal Die Zeit em Hamburgo e se encontrar com Schmidt, que é do conselho editorial da publicação. “O gesto que o senhor fez para mim em 1979 me fez lhe ter muito respeito”, afirmou Lula, ao final da conversa que girou em torno de temas variados -- Pré-sal, Irã, Nordeste brasileiro e Oscar Niemeyer, entre outros.

Quando visitou o Brasil em 1979, o então chanceler alemão Helmut Schmidt fez questão de se encontrar em São Paulo com Lula, que havia sido destituído do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista pelo regime militar. Trinta anos depois, o gesto não foi esquecido pelo ex-sindicalista e hoje presidente do Brasil. Em sua passagem pela Alemanha na semana passada, Lula aproveitou para ir à redação do jornal Die Zeit em Hamburgo e se encontrar com Schmidt, que é do conselho editorial da publicação. “O gesto que o senhor fez para mim em 1979 me fez lhe ter muito respeito”, afirmou Lula, ao final da conversa que girou em torno de temas variados -- Pré-sal, Irã, Nordeste brasileiro e Oscar Niemeyer, entre outros.

(Veja acima a primeira parte do encontro entre o presidente Lula
e o ex-chanceler alemão Helmut Schmidt. Para ver as demais, clique aqui.)

Helmut Schmidt, 90 anos, afirmou estar honrado com a visita e orgulhoso por ver um sindicalista como presidente do Brasil. Afirmou ainda acompanhar com “interesse e simpatia” a emergência do Brasil no cenário mundial e defendeu a posição brasileira em relação ao Irã:

O senhor disse ontem (quarta-feira, dia 3/12), em Berlim, uma coisa com a qual eu concordo expressamente: de acordo com o que os jornais alemães noticiaram, o senhor disse que é necessário lidar com o Irã como se lida com qualquer estado normal soberano. E que ameaças não frutificam. Eu quero lhe dizer aqui que eu acho que o senhor está inteiramente certo.

O ex-chanceler alemão se mostrou bastante interessado pelas descobertas brasileiras de petróleo na camada Pré-sal e, depois de ouvir atentamente as explicações do presidente Lula sobre a atual situação do País em relação à produção petrolífera e a tecnologia empregada para retirar o petróleo do fundo do mar, afirmou que o Brasil havia avançado mais do que os russos na prospecção de novas jazidas petrolíferas.

Helmut Schmidt lembrou com carinho de quando conheceu o litoral do Nordeste brasileiro e disse ter ficado impressionado com a paz que presenciou nas pequenas comunidades que visitou ao norte de Salvador (BA). E brincou: “As praias do Nordeste são perigosas, porque os cocos podem cair em sua cabeça.”

Lula e Schmidt falaram ainda sobre Oscar Niemeyer, de quem o ex-chanceler alemão afirmou ser grande admirador: “Sua arquitetura é deslumbrante, arrebatadora.”

Fonte:
Blog do Planalto

EXCLUSIVO: SERRA LANÇA PROGRAMA SOCIAL

Fonte:
Cloaca News

sábado, 12 de dezembro de 2009

Troque sua meia por uma bolsa nobre

A turma do demo nunca foi exemplo de ética e decoro. Mas agora estão tendo que aprender na marra que negócio é esse.

Ficaram enrolando e no fim quebraram o galho de Arruda. Deu tempo de o cara se desfiliar, o DEM encerrou o processo contra ele, deixaram a roupa suja lá na área de serviço.

Mas agora bolaram uma ação exemplar, para ficar nos anais do combate à corrupção neste país. Vão processar o presidente licenciado da Câmara Distrital Leonardo Prudente. Aquele que foi flagrado guardando dinheiro nas meias.

Não, não vão processar o Paulo Otávio. Contra ele, não há “provas”. Ele é vice do Arrudão, está citado no inquérito da Policia Federal, é acusado de ficar com 30% da bufunfa. O nome dele aparece em várias ligações interceptadas.

Mas contra o Paulo Otávio não há imagens.

Pé-de-chinelo tem mais que se ferrar, não é? Se o Prudente houvesse muvucado a propina numa maleta 007 de couro, ou numa daquelas bolsas masculinas da Louis Vuitton, chiquérrimas, com certeza nem mexeriam com ele.

Falta de decoro para o DEM, portanto, é roubar sem elegância. E ser flagrado. Ladrão imprudente, que se deixa pegar, é motivo de vergonha na categoria.

Prudente foi prudente ao guardar o dinheiro nas meias. Não merece ser castigado só por isso. Eu mesmo guardei grana na meia, já disse aqui neste blog, confesso. Foi com o 13º de 1986, tive medo de ser roubado no busão.

Imprudentes foram os capos da legenda.

De acordo com reportagem da Veja, o lobista Paulo Roxo, amigo de Arruda, levou os nobres deputados ACM Neto e Rodrigo Maia (o presidente do DEM) para passear na Itália. Melhor lugar para acabar-se em pizza não há, mas por lá teriam tomado bons vinhos e visitado a pista da Ferrari. Vermelhos de vergonha, nem pensar.



Rodrigo Maia, o filho de César, já planejava uma viagem à Disney com a família, Paulo Roxo e…o ilustre governador Arruda. Após o escândalo, desistiu do passeio. Para passear na Itália e na Disney é preciso levar dinheiro.

Termino aqui com uma dica: meias são mais higiênicas que cuecas. Depósitos em paraísos fiscais, então, quanto estilo, que beleza!

Fonte
O Provocador

Quem representa a opinião pública

O vídeo abaixo foi gravado em maio de 2008. Nele mostro resumidamente a imprudência que se apossou da mídia brasileira, colocando em risco valores que estão acima dela, como liberdade de expressão e sigilo de fonte. Assista, para depois discutirmos o tema e a questão central: liberdade de informação é um bem público. E um bem público pode ser entregue sem nenhuma restrição a grupos que têm interesses mais amplos que se sobrepõem à boa informação?


Não dá para analisar conceitos de forma independente da realidade do país.

O primeiro ponto a se considerar é que a liberdade de informação é um bem público – de todos – destinado a defender a sociedade contra os desmandos do Estado ou dos grandes poderes econômicos.

O ponto de questionamento é sobre quem representa a sociedade, no campo da informação.

Nos Estados Unidos conferiu-se esse mandato à imprensa, simplesmente porque não havia outras formas de expressão coletiva. Surgiu uma mídia diversificada, plural, sustentada por classificados – e, portanto, não dependente de patrocinadores exclusivos.

Esse quadro mudou.

A sentença do juiz Carlos Henrique Abrão – no caso Eurípedes/Nassif – foi exemplar para demonstrar o novo entendimento sobre o papel da mídia. Os jornais pertencem a grupos empresariais com interesses extra-jornalísticos. Muitas vezes o direito à informação é utilizado para atender a estratégias empresariais desses grupos. Quem está fazendo o contraponto, o papel moderador, são os novos meios de comunicação, na Internet.

Tudo isso passou ao largo do voto, por exemplo, do Ministro Celso de Mello, um amontoado de retórica vazia, sem a mínima preocupação em analisar a realidade do jornalismo atual.

O sigilo de fonte como blindagem para atos irregulares

O que se tem objetivamente:

1. O direito ao sigilo de fonte tem sido sistematicamente utilizado como manobra para jogadas de lobbies, através de expedientes dos mais variados. De certo modo, faz-se o mesmo papel de advogados que são utilizados por grupos criminosos para ações paralegais.

Uma breve relação de casos recentes:

• Um lobista encaminha à Veja um relatório com acusações falsas contra membros da ANP (Agência Nacional do Petróleo). O trabalho é passado para Diogo Mainardi – parajornalista que a revista passou a utilizar para esse tipo de trabalho. O dossiê falso é apresentado como trabalho oficial da Polícia Federal. Não há nenhuma necessidade de comprovar a origem porque a revista se escondeu sob o sagrado direito de sigilo de fonte.

• Daniel Dantas encaminha à Veja – através de Diogo Mainardi – um suposto relatório italiano que conteria acusações contra seus adversários na mídia. O relatório é sistematicamente utilizado como ferramenta de achaque contra jornalistas (para intimidá-los) e entregue pelo próprio parajornalista a um juiz, para servir de prova a favor de Dantas. Se fosse entregue por Dantas ou por seu advogado, não teria eficácia. O parajornalista atua como intermediário e, graças ao sagrado direito do sigilo de fonte, não é obrigado a revelar a jogada. Leia no episódio “O lobista de Dantas“.

2. A manipulação de escândalos ou de ênfases visando beneficiar grupos concorrentes.

• No episódio “O Araponga e o Repórter” mostro como o episódio que deflagrou o mensalão (a propina de R$ 3 mil ao funcionário dos Correios) foi feito em parceria da Veja com uma quadrilha ligada ao bicheiro Carlinhos Maracanã – que assumiu o controle dos negócios dos Correios depois da queda do esquema Roberto Jefferson.

• No episódio Ambev-Kayser, o repórter prepara uma manchete para a Folha escandalizando uma conversa banal grampeada, entre o advogado Ayton Soares e uma conselheira do CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico). Não saiu apenas porque uma assessora da Ambev soube que seria manchete principal, sendo tratado como conversa comprometedora, e ligou para a direção do jornal informando que o telefonema do repórter ficara registrado no bina da assessoria. Quando ligaram de volta, foi parar no escritório pessoal do lobista Egberto Batista. Depois da intervenção, a manchete foi cancelada e a matéria saiu dois dias depois, despida das interpretações escandalizantes.

3. Além de manobras negociais, o sigilo de fonte tem se prestado a vazamentos seletivos de inquéritos, com o propósito de atingir adversários das fontes.

• Dois procuradores, Guilherme Schelb e Luiz Francisco, passam intrigas contra a colega Delza Curvello para o Correio Braziliense. Com base nas matérias publicadas, denunciam a colega ao corregedor. O sigilo de fonte garantiu o sucesso da primeira parte da empreitada.

• Muitas partes irrelevantes de inquéritos são divulgados com interpretações próprias por parte dos vazadores, promovendo a chamada escandalização do nada, com efeitos nefastos sobre a reputação dos atingidos.

• O próprio episódio da ficha falsa de Dilma Rousseff foi típico do uso distorcido do sigilo de fonte. A fonte era um email apócrifo. Durante semanas, a Folha insistia que a fonte eram os arquivos do DOPS.

4. A liberdade ilimitada sempre induz a abusos. As denúncias se referem a matérias que saíram publicadas. Não se sabe a quantidade de denúncias – falsas ou verdadeiras – que deixaram de ser veiculadas depois de acertos comerciais.

O mercado imperfeito

Votos genéricos sobre o tema – como a erudição vazia do Ministro Celso de Mello – passam ao largo de uma realidade muito mais complexa.

Por exemplo, para conferir à imprensa o monopólio da representatividade da opinião pública, teria que se partir – no mínimo – do pressuposto de um mercado concorrencial perfeito onde os abusos de um veículo seriam denunciados pelos concorrentes.

No Brasil, há um caso claro de cartelização da mídia. Três jornais, uma rede de televisão e uma revista semanal praticamente dominam o mercado de informação.

Esse acordo – clara formação de cartel – impede a competição e abra largo espaço para toda sorte de abusos.

Seria muito exigir que Celso de Mello entendesse o mercado de opiniões como similar (e mais importante) que outros mercados cartelizados?

Direito à informação

A questão central é que, apesar de toda distorção dos últimos anos, o direito à informação e o sigilo de fonte são pressupostos fundamentais para a liberdade de informação. Mas como salvar esses princípios daqueles que os conspurcaram nos últimos anos?

A discussão teria que ser, então, sobre quem representa de fato esse direito à informação. Certamente não é a velha mídia. Por outro lado, a criação de conselhos profissionais levaria a uma politização nefasta do tema.

Em outros tempos, um conselho de auto-regulação poderia conferir um mínimo de legitimidade à mídia. Mas o acúmulo de compromissos, a ampliação da zona cinzenta de atuação dos jornais, seu envolvimento com esquemas barras-pesadas afastam qualquer possibilidade de que atuem com transparência.

Coloco esses temas em discussão, sem ter clareza ainda sobre as saídas.

1. Uma delas, certamente, será a ampliação do espaço da nova mídia aos movimentos sociais, associações empresariais e todo o espectro de órfãos da mídia. Para tanto, a próxima Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) em Brasília será fundamental. Há que se eliminar gradativamente a politização das concessões de rádios e TVs e montar um modelo no nascedouro que impeça a repetição de cartéis na Internet.

2. Outra é desmontar o modelo de cartelização da publicidade, que tem seus eixos principais na prática da Bonificação de Volume (que fere qualquer norma de direito econômico) e na falta de transparência do IVC (Instituto Verificador de Circulação) e do IBOPE, respectivamente na avaliação da tiragem da imprensa escrita e na audiência das emissoras de televisão. Direito econômico nesse pessoal, para instituir o verdadeiro capitalismo de mercado na mídia.

3. Como a Internet será o grande fórum de discussões políticas e de representatividade social, políticas públicas que facilitem não apenas a inclusão digital mas a entrada de grupos sociais e regionais no mercado de opinião, estimulando a criação de blogs e sites ligados a entidades sociais.

Crédito
Luis Nassif

Mangaba, pitomba e petróleo

Não paro de me surpreender com a incapacidade dessa gente que ganha a vida dando palpites sobre tudo sem ter maior noção sobre aquilo que comenta. Com efeito, o jornalista é aquele sujeito que sabe um tiquinho de muitos e diversificados assuntos e, assim, deveria ter mais cuidado.

Alguns entendem isso e são cautelosos ao proferirem seus decretos, mas a grande maioria tenta fazer os fatos caberem em um ponto de vista pré-determinado, e é aí que acontecem desastres opinativos como este que abordarei agora.

Esse colunista da Folha Rui Castro, por exemplo, é escritor. Deveria se manter na ficção ou estudar melhor aquilo que comenta. Escreveu hoje uma coluna sobre a divisão entre os Estados dos recursos do Pré-Sal que não resiste a poucos segundos de contraditório.

Escalado para defender os interesses do Sudeste brasileiro, onde jaz o petróleo escondido sob o leito do Atlântico, ele compara a exploração dessa riqueza com a produção de frutas como a mangaba e a pitomba por Pernambuco, um dos Estados do resto do Brasil que não aceitam ficar de fora dos lucros do Pré-Sal.

Melhor que leiam o que diz o sujeito e depois o meu comentário, que, em palavras que podem ser ditas ou escritas em segundos, mostra que ou o colunista é muito burro – o que não me parece ser o caso – ou é tremendamente mal-intencionado.


RUY CASTRO

Apenas para argumentar
 
RIO DE JANEIRO - O Estado de Pernambuco é responsável por 85% da mangaba e da pitomba produzidas no Brasil. Um abençoado acidente geológico fez com que seu território fosse ideal para a exploração dessas frutas, que são boas de comer ou servem de base para sucos e sorvetes e respondem por boa parte da economia pernambucana.
Pois vamos supor que, de repente, o Rio, que só produz caju e banana, resolva unir-se a outros Estados que também não produzem mangaba e pitomba e, juntos, comecem uma campanha para que os royalties das ditas frutas destinados a Pernambuco sejam distribuídos por igual entre os Estados. A alegação é a de que Pernambuco não é dono do Brasil, que a mangaba e a pitomba pertencem a todos e que cabe à União socializar a dinheirama gerada por elas.

É o que está acontecendo com os royalties do pré-sal. O governador de Pernambuco, à frente de seus colegas do Nordeste, está sendo vitorioso numa campanha para garfar uma gorda porcentagem dos royalties devidos ao Rio como o Estado produtor de 85% do petróleo brasileiro. Neste momento, o Rio pode ter esses royalties reduzidos de 26,25% para 18%, diferença essa que iria engrossar a fatia já considerável dos Estados não produtores.

Nem quero pensar no que aconteceria se o Rio resolvesse avançar nos royalties produzidos pela carne de sol com feijão de corda e manteiga de garrafa, imortal prato da cozinha pernambucana. Ou se fizesse isso com as fabulosas agulhas fritas.

Pelo raciocínio do governador, o fato de Pernambuco produzir os ingredientes que resultaram nessas obras-primas não lhe deveria garantir direitos majoritários sobre elas. Donde a União precisa exigir uma fatia maior dos royalties para comê-los com farinha e distribuí-los entre os Estados não produtores dessas iguarias.


Só uma pergunta: quanto a União investiu na produção de mangaba e de pitomba em Pernambuco? Sim, porque montanhas de recursos que pertencem a todos os brasileiros foram investidas à farta para encontrar petróleo sob a camada de sal no litoral Sudeste do país, mas, ao que me consta, nunca foi criada uma “Mangababrás” ou uma “Pitombrás”.
Crédito

O homem que assombra o mundo

Lula, personalidade do ano do jornal espanhol "El País"


Por JOSÉ LUIS RODRIGUEZ ZAPATERO *

 10/12/2009

 Tradução de Eduardo Guimarães

É um homem cabal e tenaz, pelo qual sinto uma profunda admiração. Conheci-o em setembro de 2004 por ocasião da incorporação da Espanha na aliança contra a fome que ele liderava em uma reunião de cúpula organizada pelas Nações Unidas em Nova Iorque. Não poderia ter sido em uma ocasião melhor.

Luiz Inácio Lula da Silva é o sétimo de oito filhos de um casal de lavradores analfabetos que viveram a fome e a miséria na zona mais pobre do Estado Nordestino brasileiro de Pernambuco.

Teve que intercalar seus estudos com o desempenho dos mais variados trabalhos e se viu obrigado a deixar a escola com apenas 14 anos para trabalhar em uma metalúrgica que se dedicava à produção de parafusos. Em 1968, em plena ditadura militar, deu um passo que marcou sua vida: filiou-se ao sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

Da mão deste homem, seguindo o atalho aberto por seu predecessor na Presidência Fernando Henrique Cardoso, o Brasil, em apenas 16 anos, deixou de ser o país do futuro que nunca chegava para se converter em uma formidável realidade com um brilhante porvir e uma projeção global e regional cada vez mais relevante. Por fim, o mundo se deu conta de que o Brasil é muito mais do que Carnaval, futebol e praias. É um dos países emergentes que conta com uma democracia consolidada e está sendo chamado a desempenhar, nas décadas seguintes, uma crescente liderança política e econômica no mundo, tal como já vem fazendo na América Latina com notável acerto.

Lula tem o imenso mérito de ter unido a sociedade brasileira em torno de uma reforma tão ambiciosa quanto tranqüila. Está sabendo, sobretudo, afrontar, com determinação e eficácia, os reptos da desigualdade, da pobreza e da violência que tanto macularam a história recente do país. Como conseqüência disso, sua liderança goza hoje no Brasil de respaldo e apreço majoritários, porém ainda mais importante é a irreversível aceitação social de que todos os brasileiros têm direito à dignidade e à auto-estima por meio do trabalho, da educação e da saúde.

Superando adversidades de toda ordem, Lula percorreu com êxito esse longo e difícil caminho que vai do interesse particular, em defesa dos direitos sindicais dos trabalhadores, ao interesse geral do país mais povoado do continente sul-americano. Sem deixar de ser Lula, nessa longa marcha conseguiu, ademais, dar esperanças a muitos milhões de seus concidadãos, em especial àqueles mais humilhados e ofendidos pelo açoite secular da miséria, proporcionando-lhes os meios materiais para começar a escapar das seqüelas daquele círculo vicioso.

Ao mesmo tempo, nos sete anos de sua Presidência o Brasil ganhou a confiança dos mercados financeiros internacionais, os quais valorizam a solvência de sua gestão, sua capacidade crescente de atrair investimentos diretos como os efetuados por várias companhias espanholas, e o rigor com que geriu as contas públicas. O resultado é uma economia que cresce a um ritmo anual de 5%, que resistiu aos embates da recessão mundial e está saindo mais forte da crise.

Depois de se converter no presidente que chegou ao cargo com o maior respaldo eleitoral, em sua quarta tentativa de se eleger, Lula manifestou ser inaceitável uma ordem econômica em que poucos podiam comer cinco vezes ao dia e na qual muitos ficavam sem saber se conseguiriam comer ao menos uma. E concluiu: “Se ao final do meu mandato todos os brasileiros puderem desjejuar, almoçar e jantar todos os dias, então terei realizado a missão de minha vida.

Nessa tentativa continua, esse homem honesto, íntegro, voluntarioso e admirável converteu-se em uma referência inegável para a esquerda do continente americano ao sul do Rio Grande. Tem uma visão do socialismo democrático focalizada na inclusão social e na justiça do meio ambiente para tornar possível uma sociedade mais justa, decente, fraterna e solidária.

Logo o Brasil ocupará um lugar no Conselho de Segurança das Nações Unidas, está a ponto de se converter em uma potência energética e em 2014 sediará a Copa do Mundo. Quando nos vimos em Copenhague, Lula chorava de felicidade, como uma criança grande, porque a cidade do Rio de Janeiro acabara de ser eleita para organizar os Jogos Olímpicos de 2016. A euforia que o inundava não o impediu de ter a dignidade necessária para vir me consolar porque Madrid não tinha sido eleita e para nos fundirmos em um abraço.

A mim não estranha que esse homem assombre o mundo.

* José Luis Rodriguez Zapatero é primeiro-ministro da Espanha. 

Crédito

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Morre o verdadeiro autor da lei dos genéricos, Jamil Haddad

O Zé Alagão tentou roubar os genéricos dele

O Conversa Afiada reproduz o comentário do amigo navegante Marcos:
Enviado em 11/12/2009 às 16:00
Morre o verdadeiro autor da lei dos genéricos, Jamil Haddad
Morre, aos 83 anos, o ex-ministro Jamil Haddad
11/12
Morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 83 anos, o presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Jamil Haddad. Ex-ministro da Saúde, Jamil morreu em casa, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, vítima de enfarte.
O velório será realizado na capela 2 do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, a partir das 12h. O sepultamento está previsto para as 17h.
Biografia
O médico Jamil Haddad nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 1926. Formado em ortopedia na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haddad ingressou na vida política em 1962, quando foi eleito deputado estadual pelo então estado da Guanabara.
Haddad foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1988. Ministro da Saúde no governo Itamar Franco, onde permaneceu até 1993, ele foi o autor do decreto dos medicamentos genéricos.
Em 2003, já no governo Lula, assumiu a direção geral do INCA, cargo que ocupou durante cinco meses, sendo exonerado por pressões políticas.
Em nota, o PSB diz que “Jamil Haddad dedicou toda sua vida pública às lutas democráticas em favor dos trabalhadores, contra a ditadura militar e combatendo as desigualdades sociais. Como militante, trabalhou pela reconstrução e afirmação do socialismo no Brasil”.
fonte :
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/12/11/morre+aos+83+anos+o+ex+ministro+jamil+haddad+9230747.html 
outras informações
 
Em tempo: Do amigo navegante luiz:
Enviado em 11/12/2009 às 14:54
Caro PHA, vale a pena mais um registro do golpismo do PIG a favor do Zé Fujão: com a morte de Jammil Haddad, ninguém sequer falou que ele é o verdadeiro pai dos genéricos…por que será? Será que o motivo é para evitar o desmanche maior da candidatura do Zé Pedágio??
Depois de ser provado que o Zé Vampiro não é economista competente (nem economista, nem competente), não é engenheiro competente (nem engenheiro, nem compentente), não é administrador competente (longe disso), não é o criador dos genéricos??? Ohhhh, mundo cruel, agora que ele desaba!!!!!!!!
P.S. vale o registro do grande brasileiro que foi o Haddadd!!

Crédito
PHA

MPF vai requerer informações sobre contratos entre a Globo, RBS e afiliadas no interior do RS

MPF faz umas perguntinhas à Globo

O Conversa Afiada transcreve notícia do Ministerio Público Federal.
Que monopolio é esse?
Como é que a Globo divide o dinheiro com as afiliadas ? É uma camisa de força ?
Ué, alguma coisa mudou, não é Ministro Héio Costa ?
2009-12-11 16:27:50
MPF vai requerer informações sobre contratos entre a Globo, RBS e afiliadas no interior do RS
A Procuradoria da República no Município de Canoas vai solicitar à Junta Comercial do Rio Grande do Sul para que forneça todos os contratos sociais dos 12 CNPJs que compõem o grupo Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS) no Estado. A decisão foi tomada durante audiência pública que discutiu possível monopólio da RBS e irregularidades nas concessões de rádio e televisão no Rio Grande do Sul.
O coordenador da audiência pública e procurador da República em Canoas Pedro Antônio Roso informou ainda que será requisitado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que informe em nome de quem está registrada a marca RBS. Também será questionado à Rede Globo, RBS Porto Alegre, Caxias do Sul e as outras 10 afiliadas, qual percentual da arrecadação total que vai para a Globo, quanto fica com a RBS de Porto Alegre e quanto obtém a RBS do interior do Rio Grande do Sul.
À Rede Globo e RBS igualmente será requisitado cópias dos contratos entre as mesmas. Finalmente o Ministério Público Federal (MPF) vai recomendar ao Ministério das Telecomunicações para que abra procedimento a fim de verificar a existência de monopólio de fato por parte da RBS.
Durante todo encontro, representantes do movimento social, entre os quais o próprio CONRAD, autor do pedido de providências que resultou na audiência pública, defenderam a existência do monopólio na área de comunicação, alegando, inclusive, que o Ministério das Comunicações dificulta a análise de concessão para funcionamento das rádios comunitárias. O Ministério negou tal afirmativa justificando que existem outros concorrentes ao grupo no Estado e que o Decreto-lei 236/67, em seu artigo 12, limita em duas concessões no máximo por proprietário dentro de um Estado. A RBS explicou que possui apenas duas emissoras de televisão, Porto Alegre e Caxias. As demais seriam outras empr esas, inclusive com CNPJ diferente e que estaria cumprindo a legislação, pois alega ser proprietária apenas das duas emissoras.
Outros encaminhamentos foram tomados durante a audiência pública, entre os quais que será enviado ofício ao Conselho Nacional de Valores Imobiliários (CNVI) para saber porque a publicação de uma ata da RBS/Zero Hora Editora Jornalística S/A, realizada em 10 de dezembro de 2007, só ocorreu no dia 30 de outubro de 2009, ou seja, quase dois anos depois.
Será recomendado também ao Ministério das Comunicações que abra procedimento a fim de verificar a existência de monopólio de fato por parte da RBS. O procurador da República pediu a opinião de todos quanto ao ingresso de ação judicial nesse momento, mas a maioria opinou por esperar a resposta das requisições e marcar outra audiência para novo debate do tema. Ficou definido ainda envio de ofício ao Ministério das Comunicações para pedir esclarecimentos quanto as outras quatro delegacias previstas em decreto de 2004, que previu a instalação de 11 delegacias regionais do Ministério das Telecomunicações.
Estiveram compondo a mesa Alvaro Augusto de Souza Neto, coordenador de renovação e revisão de outorga do Ministério das Comunicações; Sidnei Ochaman, gerente substituto da Anatel; Marcos Augusto do Nascimento Ferreira, representante da AGU; Cláudio Hiran Alves Duarte, representante da Conrad; Fernanda Caldas Gutheil, representante da RBS. Participações, Dagmar Camargo, representante da Conrad; Oscar Plentz, diretor da TV Comunitária de Porto Alegre.
O representante da ONG Coletivo Catarse informou que toda a audiência pública foi transmitida no site www.coletivocatarse.com.br ao vivo, e que a gravação pode ser requerida junto a esse site. A Assessoria de Comunicação da Procuradoria da R epública no Rio Grande do Sul também pode providenciar a gravação aos interessados. Segundo o procurador Pedro Antonio Roso uma nova audiência será marcada para continuar debatendo o tema.

Crédito
PHA

Corrupto, covarde e truculento


Depois de assistir às cenas hediondas da agressão covarde da Polícia Militar do Distrito Federal àqueles cidadãos corajosos que foram às ruas para protestar contra o roubo descarado de dinheiro público praticado pelo governador distrital, o pefelê defenestrado José Roberto Arruda, faltam-me palavras para exprimir adequadamente a indignação que me possuiu.

O Democratas, ex-PFL, ex-PDS, ex-Arena, caso vocês não saibam é o partido que, segundo a Justiça Eleitoral, tem mais integrantes cassados por corrupção, seguido pelo PMDB e, depois, pelo PSDB. Mas Arruda é a maior “obra” dessa verdadeira fábrica de corrupção que é esse partido asqueroso.


Além de corrupto, o atual governador de Brasília também acaba de mostrar que é covarde e truculento ao mandar seus asseclas fardados agredirem cidadãos de bem com artefatos como sprays de gás-pimenta, cassetetes, cavalos etc., tudo comprado com o dinheiro público que esse verme não conseguiu roubar.

Que diabo de país é este em que um safado, sem-vergonha, corrupto, covarde como esse, depois de ser pego no pulo praticando sua feitiçaria desavergonhada, tem a coragem, a coragem!, de atacar o povo que se revoltou com as cenas que todo país assistiu com o estômago embrulhado?!!

OAB, sindicatos, movimentos sociais, imprensa, partidos, Legislativo, Judiciário... Alguém precisa fazer alguma coisa contra essa afronta! Aos crimes mais do que provados por cenas gravadas em vídeo cometidos por Arruda, agora se soma essa vergonha que ele mandou seus capangas fardados praticarem.

Segunda-feira viajo a Brasília para participar da Conferência Nacional de Comunicação e espero que haja alguma manifestação que eu possa integrar para protestar contra essa aberração da natureza que é José Roberto Arruda, o qual, REPITO, além de corrupto é covarde e truculento.



Crédito
Cidadania.com

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Alagão: trapalhada de Serra fez a enchente piorar

O alagão em São Paulo poderia ter sido menor, e trazido menos transtornos à população, se o governo de José Serra (PSDB/SP) não fosse negligente.

Sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSE), desde 1940, existe a usina elevatória de Traição. Tem como objetivo reverter o curso das águas dos rios Tietê e Pinheiros.

A operação do sistema de reversão do rio Pinheiros é acionada justamente para o controle das enchentes.

Pois parte desse sistema falhou na hora em que mais precisa:

Uma bomba deste sistema na usina elevatória de Traição não funcionou e foi o maior problema no Rio Pinheiros.

Comprometeu 25% da capacidade de bombeamento e piorou ainda mais a capacidade de escoamento das águas do Rio Tietê, na capital paulista.

A informação é oficial vinda da própria Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSE), em comunicado divulgado esta tarde em conjunto com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae).

Tucanos estão destruindo São Paulo

O caso é de negligência do governo Serra, por falta de manutenção preventiva, já que a bomba existe. Seria como se faltasse água ao corpo de bombeiros, na hora em que mais precisa, por falta de revisão nas instalações.

Isso mostra o jeito de José Serra de governar, dando continuidade ao desmonte que os seguidos governos demo-tucanos vem fazendo com São Paulo, assim como FHC fez com o Brasil.

Muita propaganda, muita corrupção (inclusive corrompendo a imprensa), muito "trololó", corte de gastos e investimentos onde não pode cortar, estado mínimo, muita transferência de dinheiro para a iniciativa privada (e para o estrangeiro) sem contrapartida de serviços e obras. Resultado: sacrifício da população e retrocesso na civilização.

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Amigos do Presidente Lula

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Serra pediu pra "Globo" pegar leve com o Arruda?

Globo vai maneirar com o Arruda? Fita ainda não divulgada seria a mais comprometedora

Muita gente já percebeu que o "Correio Brasiliense", principal jornal de Brasilia, tem poupado José Roberto Arruda no escândalo do panetone (leia sobre isso aqui - Carta Maior

No caso do jornal, a razão seria (digamos) publicitária.

Mas não para por aí.

Ontem, um dos senadores mais bem informados do Congresso (ele transita bem entre governistas, mas é de um partido que tem boas relações com a oposição) garantiu, numa conversa em "off" com jornalistas: "a Globo vai tirar o pé do escândalo, o Serra chamou a direção de jornalismo e 'pediu' (ênfase irônica) para baixar a bola, e não bater tanto no Arruda".


Mas, por que, senador? "Isso respinga na minha candidatura", teria dito o governador de São Paulo.

(Muita gente acha que Serra, de início, não achou tão ruim o escândalo. Seria mais fácil negociar com um DEM enfraquecido. O Serra acha que, do jeito que está, o DEM virá por gravidade. Mas, se a crise se arrastar e o noticiário continuar mostrando as cenas, o PSDB também perde. Lula e o PT passam a ser vistos como fiadores do combate à corrupção.

Lula hoje já aproveitou a deixa: mandou para o Congresso um projeto de lei que transforma corrupção em crime hediondo.)

A conversa com o senador foi ontem. Hoje, quarta-feira, na hora do almoço, o pau quebrou em Brasília. Arruda mandou a polícia pra cima dos manifestantes da CUT e de partidos de esquerda.

No noticiário local, a Record ficou meia hora com as imagens da pancadaria, ao vivo. Na Globo, uma reportagem sobre um robô, no Japão.

É isso: "pedido" do Serra, não se discute. Cumpre-se!

Vamos ver como fica o noticiário nos próximos dias.

Nesta quarta, o "panetonegate" já tinha sumido também da primeira página da "Folha". Será que a "Folha" vai esconder a pancadaria em Brasília?


Difícil ignorar um escândalo desses. Mas tudo é uma questão de ênfase jornalística. O pedido não foi pra sumir com o caso, mas pra baixar a bola... A conferir.

O que digo é o seguinte: o senador é fonte segura. Em julho, avisou a vários jornalistas que havia uma fita de Arruda pegando dinheiro. Poucos acreditaram. As fitas estão aqui
O senador - agora - avisa que a fita mais impactante ainda não foi divulgada. Arruda apareceria numa cena de "adoração monetária", louvando as notas novinhas em folha.

"Eu vi a fita, ela existe. Só não sei se vai aparecer".

Parece inacreditável. Mas, nesse caso, quase tudo parece inacreditável: das meias e cuecas à desculpa do panetone...

Eu já não duvido de mais nada.

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Escrivinhador

Jornal Nacional tem pior audiência da história

O Jornal Nacional completa 40 anos em 2009 com o pior índice de audiência de sua história. A informação foi dada hoje pelo colunista Ricardo Feltrin .

O programa fecha o ano com média de 31 pontos no Ibope. Cada ponto representa cerca de 60 mil domicílios na Grande São Paulo.

A curva é descendente desde o começo da década. Em 2000, o programa tinha audiência cerca de 20% superior à que tem hoje. Em 2002, mesmo com a Copa do Mundo, o jornal caiu em relação ao ano anterior, ficando com 36,6 pontos.

O número se repetiu no ano seguinte. Em 2004 teve um ganho de três pontos, mas nem a Copa de 2006 segurou o índice, que voltou aos 36 pontos – terminou o ano com 36,4.

Desde então, a queda se repete, e foi para 34 pontos em 2007, 32,5 em 2008 e neste 2009 fecha com 31.Mesmo assim, o jornal ainda lidera a audiência no horário em que é transmitido.

O segundo telejornal mais assistido no horário nobre da TV brasileira, Jornal da Record, percorreu o caminho inverso neste mesmo período. Em 2000, o Ibope da atração registrava média de 4,5 pontos na grande São Paulo. Atualmente, o programa da Record tem 9 pontos de média. Isso significa um crescimento de 100 % em sua audiência nesta década.

O ibope do "JN" na década (Grande SP):

2000 - 39,2 pontos

2001 - 37,8 pontos

2002 - 36,6 pontos

2003 - 36,6 pontos

2004 - 39,8 pontos

2005 - 35,8 pontos

2006 - 36,4 pontos

2007 - 34,0 pontos

2008 - 32,5 pontos

2009 - 31,0 pontos

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O panetone do PSDB está quase no ponto

Com base na Operação Castelo de Areia da PF, a Procuradoria da República em São Paulo pediu novas investigações sobre senadores, deputados federais, secretários municipais, vereadores e membros de tribunais de contas.

Em relação às obras da linha 4 do metrô de São Paulo e do Rodoanel Mário Covas -do governador de São Paulo José Serra, comandado pelo PSDB- há suspeitas de pagamentos da Camargo Corrêa até para membros do Ministério Público e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.--Nós sempre dissemos aqui que não acreditamos no MP paulista--

As autoridades são suspeitas de cometer delitos de corrupção ativa e passiva, crimes financeiros, atos de improbidade administrativa e ilícitos de natureza eleitoral.

Os requerimentos de novas investigações foram encaminhados ontem pela procuradora Karen Louise Kahn à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério Público do Distrito Federal, às chefias das Procuradorias de São Paulo e Rio de Janeiro e à Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo.

As Irregularidades recaem sobre 14 obras executadas pela construtora Camargo Corrêa. A Procuradoria pediu que diretores da empreiteira sejam investigados até mesmo pelo suposto crime de lavagem de dinheiro por meio da aquisição de obras de arte.

As apurações da PF sobre a linha 4 do metrô e do Rodoanel indicam pagamentos da Camargo Corrêa para autoridades desde 2006. Um repasse em especial chamou a atenção da Procuradoria. Aparentemente realizado em favor de um membro do Ministério Público estadual em fevereiro de 2008, um dos pagamentos teria ligação com o desabamento ocorrido na construção da estação Pinheiros da linha 4, em janeiro de 2007. No acidente sete pessoas morreram soterradas.

Em relação ao Rodoanel, há indícios de repasses a autoridades realizados de dezembro de 2007 a fevereiro de 2009, período que coincidiria com a execução das medições de número 4 a 17 nas obras.

As investigações apontam indícios de irregularidades na execução da ponte Jurubatuba, com a suspeita de envolvimento de um secretário municipal de Infraestrutura Urbana e um secretário do DEM. Outra apuração indica ilícitos em obras em Paraisópolis (zona sul de SP) dos quais teria participado um secretário da Habitação -não foram informados nomes nem períodos em que as fraudes teriam ocorrido.

O outro alvo de investigação na capital será a liberação de uma obra de interesse da Camargo Corrêa pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo). A suspeita é que vereadores paulistanos tenham recebido propina em abril de 2008 para facilitar a aquisição pela empreiteira de um terreno da empresa Itautec.

No Rio de Janeiro, deverão ser verificados contratos relativos a obras do metrô. A suspeita é que um secretário de Estado do Rio tenha recebido dinheiro de novembro de 2008 a fevereiro deste ano.

Um trecho da BR-101 que liga Pernambuco ao Rio Grande do Norte e contratos nas cidades paulistas de Campinas e Jundiaí também deverão ser objetos de novas investigações, segundo o Ministério Público Federal.Com informações da Agência Estado

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Amigos do Presidente Lula

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Os constrangimentos da mídia


Os responsáveis pelo jornal Folha de São Paulo notificaram judicialmente um blogueiro que vinha fazendo campanha na rede mundial de computadores pelo cancelamento de assinaturas do jornal.

Quem vai notificar a Folha por ter emprestado os carros/camionetes/caminhões para o transporte de presos políticos à época da ditadura? Eram transportados para sessões de tortura, para “atropelamentos” (eliminação sumária) ou, na melhor das hipóteses – dentre essas anteriores evidente – de uma prisão para outra.


Ou pela falsa ficha policial da ministra Dilma Roussef, já que engajados na campanha de uma dos mais perigosos políticos da máfia tucana, o governador José Jânio Serra? O ombudsman da Folha , uma espécie de juiz das matérias publicadas pelo jornal numa tentativa aparentemente democrática de corrigir erros, ou informações equivocadas, advertiu a redação que a ficha era falsa e ficou por isso mesmo, punido foi o ombudsman, pois “democracia” ali é de brincadeira, fachada.


A participação do jornal Folha na ditadura militar, engajada no processo que levou empresários, banqueiros e latifundiários a buscar apoio nos EUA para o golpe de 1964, foi denunciada em A DITADURA ESCANCARADA, do jornalista Élio Gaspari, que hoje é colunista do jornal.

Assinar a FOLHA para que? Ler mentiras, notícias distorcidas com aparente tentativa de parecer verdade? Aquela mania de infográfico – que ninguém lê, ou tenta entender – para dar a impressão que estar matando a cobra e mostrando o pau?

O jornal Folha de São Paulo recebeu as gravações das conversas de FHC, quando presidente, com o pessoal do Ministério das Comunicações, Mendonça de Barros e Lara Resende, sobre as privatizações do setor de telefonia principalmente a concorrência onde entrava a extinta Telemar , da família Jereissati entre outros sócios e ficou na moita. Publicou parte do que não comprometia o presidente de então, FHC (está precisando urgentemente de tratamento psiquiátrico, do contrário morre de invejo/neurose, ou começa a andar nu pelas ruas) e disse, na primeira página que o resto das gravações não seria divulgado, pois eram fatos pessoais e isso não interessava.

Que fatos pessoais? A mãe de Paola Pimenta da Veiga, mulher de Pimenta da Veiga, ex-glamour girl do Pampulha iate Clube em Belo Horizonte, fechando com FHC na cama no palácio das Mangabeiras em BH, a vitória da telemar na concorrência (representava a Andrade Gutierrez, uma das sócias da família Jereissati), a doação para o ínclito presidente, além lógico, da nomeação de Pimenta para o Ministério no lugar de Mendonça de Barros, tudo na disputa de poder com Pedro Malan, um assassino frio, sem emoções, que comandava a outra e a mais forte quadrilha do governo de então.

A mídia, a grande mídia, no Brasil é um exercício lastimável de “quem quer um bom dia diga eu”, na figura medíocre e “pastelizada” de Willian Bonner, uma espécie de escravo modelo que representa seu papel com privilégios, vantagens e excelente remuneração. Nada além disso.

E a Folha é só um jornal que se espremer sai sangue também; O sangue dos torturados, assassinados, estuprados nas prisões da ditadura militar e transportados nos carros da empresa.

Não há porque não cancelar as assinaturas, é um exercício de dignidade pessoal, é respeitar-se a si em primeiro lugar.

Está certo o blogueiro que pede que isso seja feito. E a reação do jornal mostra que esse tipo de denúncia funciona.Mande a Folha para o espaço. Só não é pasquim, porque o conceito da palavra mudou depois do célebre e decisivo O pasquim, instrumento fundamental na ridicularização dos nossos generais durante a ditadura militar.

Por: Laerte Braga - Que aderiu o movimento cancele a Folha/Uol e cancelou sua assinatura com o UOL

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Os Amigos do Presidente Lula