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segunda-feira, 31 de maio de 2010

As crianças de Gaza existem, senhor Embaixador




Publiquei hoje, aqui, as declarações do embaixador israelense na ONU, Daniel Carmon, de que “não há uma crise humanitária” em Gaza, Palestina.
Prometi, e trago aqui um vídeo realizado pela TV inglesa (pública) Channel 4. Depois do ataque israelense a Gaza, logo que se estabeleceu o cessar-fogo, o  cineasta Jezza Neumann  passou a acompanhar a vida de três crianças durante um ano, durante o qual aconteceram novos ataques.
Ele ficou ali um ano. Conviveu, filmou e sentiu a vida de quatro crianças: Ibrahim, Amal, Mahmoud e Omssyati (há um pequeno erro na tradução e ela aparece como Hamziati). produziu um trabalho de extrema emoção, sensibilidade e força, que peço que assistam e divulguem.
Nós legendamos o vídeo em português e o trouxermos, para que você mesmo julgue se há ou não uma crise humanitária em Gaza.
E se o crime desta madrugada não foi apenas parte de um crime, muito maior, contra o povo palestino.

Fonte: Tijolaço

Mundo condena ação, mas Israel nega crise em Gaza


Há um repúdio generalizado na imprensa mundial  – veja acima – ao ataque israelense aos barcos que levavam ativistas e ajuda a Gaza  e as manifestações de rua começam a acontecer por todas as partes do mundo, mas o Governo israelense vai se isolando cada vez mais.
Primeiro, dizendo que seus comandos, fortemente armados, que tomaram de assalto os navios foram “atacados” com paus, arames, facas e  estilingues pelos integrantes das tripulações. É claro que estes reagiram com o que tinham à mão. Mas é uma piada que um dos exércitos mais bem armados e treinados do mundo tenham matado entre 10 e 20 pessoas com uma resistência deste tipo. E a ação se deu em águas internacionais, o que retira qualquer justificativa para a ação. O próprio  porta-voz do Exército israelense, general Avi Benayahu, confirmou que o ataque contra a frota humanitária pró-palestina aconteceu em águas internacionais.
Agora, o embaixador  israelense na ONU, Daniel Carmon, negou que exista crise humanitária em Gaza e disse que a flotilha não carregava ajuda humanitária, mas se destinava a “enviar uma mensagem de ódio e implementar a violência”.
Daqui a pouco posto um tocante vídeo sobre a crise humanitária que “não existe” sengundo o embaixador israelense.

Fonte: Tijolaço

Brasil convoca embaixador de Israel para recriminar ataque, e pede, na ONU, fim do bloqueio a Gaza

O governo brasileiro reagiu energicamente contra o ataque israelense a uma frota de navios que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O Itamaraty convocou nesta segunda-feira o embaixador de Israel em Brasília para manifestar sua indignação. O Ministério das Relações Exteriores emitiu a seguinte nota oficial:

"Com choque e consternação, o Governo brasileiro recebeu a notícia do ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Faixa de Gaza, do qual resultou a morte de mais de uma dezena de pessoas, além de ferimentos em outros integrantes.

O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo.

Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.

Preocupa especialmente ao Governo brasileiro a notícia de que uma brasileira, Iara Lee, estava numa das embarcações que compunha a flotilha humanitária. O Ministro Celso Amorim, ao solidarizar-se com os familiares das vítimas do ataque, determinou que fossem tomadas providências imediatas para a localização da cidadã brasileira.

A Representante do Brasil junto à ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar israelense.

O Embaixador de Israel no Brasil está sendo chamado ao Itamaraty para que seja manifestada a indignação do Governo Brasileiro com o incidente e a preocupação com a situação da cidadã brasileira."

Brasil pede fim do bloqueio a Gaza na ONU

A representante brasileira na ONU, Maria Luiza Ribeiro, pediu nesta segunda-feira o fim do bloqueio israelense contra Gaza, por "violar o direito internacional".

"Não pode haver justificativa para um ataque militar contra um comboio de civis", afirmou Maria Luiza Ribeiro. O representante do México, Claude Heller, também tomou a palavra no debate para solicitar o levantamento do bloqueio.

A atuação do Itamaraty mostra que o Brasil continua em seu protagonismo, e abandonou a posição de omissão e de se orientar por posições vindas de Washington e da Europa.

As informações são das agências de notícias internacionais. A imprensa demo-tucana e vira-lata brasileira não deu destaque às posições do Itamaraty, ainda.

Fonte: Amigos do Presidente Lula

Ministério Público quer reeditar o AI-5 sobre Lula?


Hoje a Dra. Sandra Cureau entrou com mais três representações contra Lula e duas contra Dilma Roussef. Estamos chegando às raias do absurdo. Agora, quer multar o presidente por ter dito, no dia 1° de maio, ter dito segundo a Folha, “Vocês sabem quem eu quero” no ato da Força Sindical, e “Para que continue, todos vocês sabem o que têm que fazer.”, no ato da CUT. De quebra, a Dra. Sandra viu propaganda eleitoral na fala presidencial na televisão sobre o Dia do Trabalhador.
O que a atitude do MPE significa é que a procuradora resolveu cassar os direitos políticos do Presdente da República. O presidente não pode falar – nem indiretamente – quem apóia?Nem num feriado nacional, quando não está no seu horário de expediente? Nem mesmo num ato promovido por sindicatos, de onde ele partiu para a longa jornada até a Presidência?
Amanhã estarei em São paulo, no ato dos trabalhadores no Pacaembu. Vou levar a minha solidariedade ao deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que também foi multado.
Paulinho me disse que não vai se intimidar. E declarou à Folha que ” tô falando, e vou falar o nome. Nós não podemos deixar esse José Serra ganhar as eleições. Nós estamos falando e não tem jeito. Eles podem processar, mas nós vamos falar”,
“Eu acho que quando nós não temos rede Globo, TV Record, meios de comunicação, somos nós que temos de falar. Por que se a gente não falar, fica aí esse sujeito [Serra] tentando ganhar a eleição.”
“Se esse Serra ganhar, ele vai tirar os direitos dos trabalhadores. Vai mexer no fundo de garantia, nas férias, na licença-maternidade. Por isso temos de enfrentá-lo na rua pra ganhar dele aqui em São Paulo, pra ele aprender como tratar os trabalhadores.”
Faz muito bem. Não se lutou pela liberdade de expressão durante décadas para que alguém, seja qual for sua função, proibir alguém de dizer em quem vai votar, enquanto outro candidato viola afrontosamente a lei sem que o Ministério Público tenha dado, até agora, um pio sequer.

Fonte: Tijolaço

Não queremos ficar como uma sanfona, diz Lula sobre PIB

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que é "gostoso" ver a economia crescendo entre 5 e 6 por cento, mas que não quer uma expansão muito acima desse patamar para evitar o efeito sanfona.

"É gostoso crescer a 4, 5, 6 por cento, mas também não queremos crescer demais porque não queremos ficar como uma sanfona, que vai a 10, volta a 2 (por cento). Queremos um crescimento sustentável que possa durar 10 anos, 15 anos", disse Lula em discurso na abertura de um evento sobre mobilidade rodoviária sustentável no Rio de Janeiro.
As declarações foram feitas após o presidente criticar economistas que apostavam que o PIB potencial do Brasil era de 3 por cento.
"Esse país aprendeu a tomar conta do seu nariz, a gostar de si próprio, aprendeu a gostar de estabilidade econômica, do controle da inflação, da distribuição de renda e de acabar com o PIB potencial que era uma imbecilidade de alguns economistas que achavam que a economia brasileira não poderia crescer acima de 3 por cento que a casa caía."
Pesquisa semanal do Banco Central junto ao mercado projeta crescimento de quase 6,5 por cento da economia brasileira neste ano, mas já há bancos vendo expansão superior a 7 por cento.
Lula aproveitou para fazer críticas veladas ao governo de Fernando Henrique Cardoso. O presidente classificou os anos 1990 como uma "década perdida" para a economia brasileira.
Conceitualmente, segundo analistas e economistas, os anos 1980 foram a década perdida pelo Brasil, visto que a economia viveu vários planos econômicos malsucedidos, que levaram o país a baixas taxas de crescimento.
Para Lula, o Brasil nunca recebeu tantos investimentos como agora.
"Há quantas décadas (não se vê isso). Eu diria que nós só tivemos um momento próximo disso, que foi possivelmente nos anos de 75, ainda no governo Geisel, porque tomou dinheiro emprestado a juros de 3 por cento e para resolver resolver o problema da economia americana passamos a pagar juros de 21 por cento", disse ele em discurso.
"Aí todo mundo sabe o que aconteceu com as duas décadas perdidas entre 1980 e 2000."
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Fonte: Reuters

Emir Sader: PIG (*) ameaça Dilma


Este é o maior eleitor do Serra


O Conversa Afiada publica trecho da entrevista do sociólogo Emir Sader na Rede Brasil Atual:

Monopólio da mídia é maior obstáculo à vitória de Dilma, opina Emir Sader
Sociólogo vê riscos de retrocesso em políticas adotadas pelo governo Lula, além de colocar em suspeita o discurso de continuidade adotado pela oposição


O sociólogo Emir Sader acredita que a mídia é a única opção ao alcance da oposição para tentar desestruturar o que considera ser a tendência de vitória da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Ele pensa que as políticas públicas adotadas na gestão atual não estão garantidos caso “a oligarquia volte ao poder”, em referência à pré-candidatura de José Serra (PSDB).
“O governo Lula pode ser uma ponte para sair definitivamente do modelo ou um parênteses”, opina, em entrevista à Rede Brasil Atual. “As políticas feitas pelos tucanos, seja em nível nacional, seja nos estados, são de privatização”, constata. Isso quer dizer que “nenhuma conquista do governo Lula seria irreversível”.


Mas o senhor vê também a partidarização da mídia nas eleições?
A executiva da Folha (de S.Paulo, Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais, ANJ) que assumiu que, como a oposição é fraca, eles (veículos de comunicação) assumem o papel de oposição, significa uma consciência clara do papel que estão desempenhando. Eu diria que o obstáculo maior à vitória da Dilma é o monopólio privado dos meios de comunicação. O fato de que todos estão alinhados com o Serra. Isso indica o fracasso absoluto da política de comunicação do governo.
Há cinco anos é um governo com uma popularidade altíssima, sem um meio de comunicação autônomo. O Lula não fala para o povo, a imprensa escolhe o que ele vai falar. Parecem intermediários viciados no diálogo entre o presidente mais popular que o Brasil já teve e a massa, a cidadania. Vão se manter assim em ano de eleição porque é a única chance de tentar conter a provável vitória da Dilma.

Clique aqui para ler a entrevista completa de Emir Sader a Anselmo Massad, da Rede Brasil Atual


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

A difícil substituição de Arruda como vice de Serra

José Roberto Arruda (ex-DEMos/DF) era o pré-candidato a vice-presidente ideal de José Serra (PSDB/SP).

Se não fosse o mensalão do DEM, seria o candidato natural a vice demo-tucano: era o único governador do principal partido aliado (do DEMos), o único político do DEMos que ainda era "bom de voto", tinha a máquina do governo do DF nas mãos, e ainda contava com um esquema arrecadador de financiamento de campanha. Deixaria o governo do DF nas mãos de um aliado de confiança: Paulo Octávio (DEMos/DF), que seria candidato à reeleição.

Ninguém estaria discutindo nem especulando: a chapa Serra-Arruda seria uma certeza absoluta a esta altura do campeonato.

Arruda era tão completo para Serra, que além de radicado em Brasília, é mineiro de nascença, reforçando a representação no segundo maior colégio eleitoral.

O mensalão do DEM, culminando com a prisão de Arruda, desarrumou a chapa demo-tucana, com Serra na cabeça e Arruda de vice.

Agora Serra está sem vice, e sem opções que agreguem votos ou apoios consistentes.

Aécio quer distância da candidatura à vice. O DEMos quer o cargo, mas não tem nomes. Kátia Abreu (DEMos/TO), espanta o voto dos "verdes", mesmo de direita, que Serra quer cooptar. José Agripino Maia (DEMos/RN) ficou com uma imagem estigmatizada, como um dos políticos mais anti-Lula do Brasil, e não ficaria bem na foto. Rodrigo Maia (DEMos/RJ) pode ser a bola da vez, no mensalão do DEM, por isso é carta fora do baralho. Fala-se até em José Carlos Aleluia (DEMos/BA), mas também não emploga nem os baianos. Talvez um nome baiano mais provável seja ACM Jr (não confundir com o Neto), por ser uma forma de tentar garantir que as antigas bases carlistas se mexam um pouco para pedir votos para Serra.

A convenção do PSDB acontece no próximo dia 12 e os aliados do demo-tucano mostram-se preocupados em ter um nome para apresentar.

Nesta segunda-feira, perguntado pela imprensa sobre o vice, Serra desconversou:

- Não vou falar mais sobre isso. Tudo o que eu falo gera especulação, não tem problema, vai ter uma boa definição...Existe uma angústia do vice muito grande por parte da imprensa, eu pessoalmente, que sou o maior interessado, não estou angustiado. Vamos dar uma boa solução.
O fato é que Serra está como aquele ex-noivo, abandonado na porta da Igreja, a procura de uma nova noiva, mesmo que não goste dela, e que ninguém deseja ser.

Serra sofre por Arruda a mesma amargura dos apaixonados que perderam um grande amor.

Fonte: Amigos do Presidente Lula 

Itamaraty condena ataque de Israel



O Itamaraty condenou o ataque israelense à frota humanitária que levava ajuda à Faixa de Gaza e chamou o embaixador de Israel em Brasília para manifestar a indignação com o episódio e a preocupação com a brasileira Iara Lee, que estava em uma das embarcações.
A posição brasileira se une a diversas outras de condenação ao violento ataque israelense, que, sabe-se agora, ocorreu fora de suas águas territoriais. À exceção da posição dúbia dos Estados Unidos, que evitaram palavras mais duras contra seu aliado preferencial no Oriente Médio, a maioria dos países condenou veementemente o ataque e pediu esclarecimentos.
A Rússia disse que “é evidente que a utilização de armas contra civis e a prisão em mar aberto sem motivos legais constituem uma violação grosseira das normas do direito internacional”. A Alemanha afirmou que seus governos “sempre reconheceram o direito de defesa de Israel, mas este direito deve acontecer dentro de uma resposta proporcional, (o que) à primeira vista, não parece ser o que aconteceu.”
Protestos estão acontecendo em várias capitais européias, nos países árabes e até em Tel Aviv. Enquanto o mundo condena o ataque, o governo israelense – é sempre importante frisar que o governo não é o povo de Israel – mantém sua posição de isolamento, com seu extremista ministro das Relações Exteriores, Avigdor Liberman, aquele que não quis receber o Lula, afirmando que os integrantes da flotilha humanitária eram terroristas que atacaram as Forças de Defesa de Israel.
O Conselho de Segurança da ONU está reunido, em sessão de emergência, neste momento. Tomara que os EUA não vetem uma resposta mais dura a este absurdo.

Fonte: Tijolaço

O monopólio da Globo no futebol

Por Walter Ferreira

Em reunião realizada ontem (quinta-feira) em Brasília, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) propôs um acordo entre clubes e emissoras de TV que acabaria com o monopólio da Globo nas transmissões de futebol.
Para encerrar um processo que tramita desde 1997, o Cade sugeriu a extinção de uma cláusula que dá preferência à Globo nas renovações de contratos. Propôs também dividir o Campeonato Brasileiro em dois pacotes para televisão. Um pacote ficaria com a Globo e o outro seria comprado por outra rede (a Record é a maior interessada).
Embora já ventile nos bastidores que tentará vender o Campeonato Brasileiro em dois pacotes, o Clube dos 13 se manifestou contrário à sugestão do Cade. Isso porque uma eventual decisão do órgão no sentido de dividir o Brasileirão em dois pacotes deixaria o Clube dos 13 “amarrado”, sem outras alternativas de negociação, o que poderia desvalorizar os direitos de televisionamento. A Globo foi contra a proposta e a Record, a favor. As três partes, no entanto, terão um tempo para se manifestarem oficialmente.
Um dos pacotes em articulação pelo Clube dos 13 prevê jogos às quartas e domingos, como é atualmente. O outro teria a transmissão de partidas às quintas, às 20h30, e aos sábados.
O Cade é um órgão vinculado ao Ministério da Justiça que regula a concorrência econômica no país. Funciona como um tribunal. Suas decisões têm ser cumpridas pelas partes envolvidas.
O processo, que está em análise pelo conselheiro Cesar Mattos, teve início há 13 anos. Nele, o Clube dos 13 e a Globo são acusados de prática de cartelização. Isso porque a cláusula que dá preferência à Globo funciona como uma ferramenta de monopólio para a emissora. Na prática, a Globo pode cobrir a proposta de uma outra rede TV, ficando sempre com os direitos de exibição do Brasileirão. Nunca uma outra rede consegue tirar os direitos dela.
Pelo acordo proposto agora pelo Cade, o processo seria encerrado e o Clube dos 13 e a Globo, inocentados. Mas teriam de abrir mão da cláusula de preferência, permitindo que a Record (ou o SBT ou a Band) dispute os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, ou parte deles.
O atual contrato da Globo com o Clube dos 13 vence no final do ano que vem. Em alguns meses, devem começar as negociações pelos direitos dos torneios de 2012, 2013 e 2014. Hoje, a Globo desembolsa cerca de R$ 500 milhões por ano pela exibição do campeonato, incluindo TV paga e pay-per-view.
Informação de Daniel Castro.

Fonte: Nassif

Serra usou a Bolívia como cortina de fumaça para não ser associado ao mensalão de Rodrigo Maia e DEM

José Serra (PSDB/SP) usou o factóide de atacar a Bolívia, para dar pauta à imprensa demo-tucana, de forma a esfriar o assunto e repercursão do crime eleitoral praticado no programa de TV do DEMos na quinta-feira à noite.

O DEMos agiu como "legenda de aluguel", cedendo a maior parte do seu horário para fazer propaganda eleitoral antecipada e fora-da-lei para José Serra, filiado a outro partido (o PSDB). Isso renderia manchetes, polêmica, colunas, entrevistas com "especialistas" do Instituo Millenium, declarações de ministros demo-tucanos do Supremo e Procuradores Eleitorais, caso fosse praticado pelo PT. Image se o PT tivesse colocado Dilma para ocupar o horário do PMDB, para dar um exemplo equivalente.

O objetivo da campanha demo-tucana era expor o candidato na vitrine da telinha da TV, abusar da divulgação ao arrepio da lei, e em seguida abafar o caso, porque dali em diante a repercussão seria só negativa: crime eleitoral, associação com o partido do mensalão do DEM, e com políticos impopulares como os deputados Paulo Bornahausen (DEMos/SC) e Rodrigo Maia (DEMos/RJ), além do senador José Agripino Maia (DEMos/RN).

Serra quer o apoio dos coronéis e oligarquias do DEMos e o latifúndio de horário na TV que o DEM ainda possui, mas não quer ficar com sua imagem colada ao partido do mensalão do DEM, sobretudo porque José Roberto Arruda era seu pré-candidato a vice-presidente, até que a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, colocasse fim a esse plano, e deixasse a candidatura de Serra até hoje sem um candidato a vice à altura de Arruda.

Serra quer o bônus do apoio do DEMos, sem ficar com o ônus da imagem de desgaste.

Neste contexto, uma declaração imprópria e desastrada contra o governo boliviano vem a calhar, como factóide, para gerar polêmica e preencher o noticiário.

Principalmente porque se encaixa na técnica do "empurrômetro" de Serra. Passou quase 4 anos como governador de São Paulo para cuidar da segurança pública paulista, e entregou a situação muito pior do que encontrou (e que já não era boa). As próprias críticas que ele dirige contra a Bolívia soam mais falsas do que uma nota de 3 reais, porque se fossem verdadeiras e sinceras, já teriam que ter sido feitas enquanto ele ainda era governador, porque cidades do interior paulista são rotas do narcotráfico internacional há muito tempo, como entrepostos controlados pelo PCC.

Então, para quem não tem escrúpulos, nem coragem de assumir responsabilidades pelos seus atos e obrigações, nada melhor do que empurrar o problema para bem longe de São Paulo, e a Bolívia vem a calhar como factóide, para um político que perdeu a seriedade, até em assuntos sérios como combate ao crime organizado, de organizações criminosas como o PCC.

Fonte: Amigos do Presidente Lula

Procura-se um vice.......... quem se abilita.... ?

Duke

A crise diplomática mudou de lugar




O episódio desta madrugada, embora não tenha merecido nenhuma condenação de parte dos EUA, mudou totalmente a geopolítica da crise no Oriente Médio.
A repercussão da Europa é enorme. A Turquia, onde os protestos são mais intensos, é bom lembrar, é membro – e há muito tempo – da Otan e está longe de ser um país anti-Ocidente.
Acabou qualquer possibilidade de os governos europeus continuarem alinhados automaticamente à política norte-americana de indulgência total  ao governo israelense e haverá mais e mais manifestações se houver cidadãos europeus entre os 19 mortos que a TV israelense admite ter havido no ataque.
Posto aí em cima o impressionante vídeo da Globonews, onde depois do desembarque de comandos aerotransportados, com o altíssimo nível de preparo que têm as tropas de assalto israelense – pergunte a qualquer especialista militar se não estão entre as mais preparadas do mundo, se é que não são as mais preparadas – fala-se que foram eles os atacados, com arames, facas e até armas de fogo, pois um dos comandos teria tido seu fuzil “tomado” pelos pacifistas e este teria aberto fogo.
Inacreditável o nível da matéria. O apresentador chega a perguntar “que comboio era esse”…embora tivesse aberto a reportagem dizendo que ele “levava suprimentos para a região” de Gaza.
Só perde para a declaração de William Burton, porta-voz da Casa Branca : “os Estados Unidos lamentam profundamente a perda de vidas e os feridos, e está trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia.”

Fonte: Tijolaço

As imagens do ataque israelense



Como prometi, aí estão as primeiras imagens do ataque aerotransportado das forças israelenses contre os barcos da “Flotilha da Liberdade”, que levavam ajuda humanitária a Gaza e protestavam contra o bloqueio imposto aos palestinos

Fonte: Tijolaço

Massacre no mar de Gaza

Soldados israelenses atacaram há poucas horas  a “Frota da Liberdade”, um grupo de seis navios que transporta mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, causando dois mortos e 30 feridos, do qual falei ontem aqui. As informações dão conta de que há mortes, entre duas e 14 pessoas, segundo diversas fontes.
Há centenas de ativistas europeus e norteamericanos nas embarcações, inclusive parlamentares e um coronel reformado do Exército dos EUA.
Os meios de imprensa turcos mostraram imagens captadas dentro do navio turco Mavi Marmara, nas quais se viam os soldados israelenses abrindo fogo. Vou ver se as consigo.
Em Istambul, vários centenas de pessoas tentaram atacar o consulado israelense.

Fonte: Tijolaço

Folha mente sobre PF



PF avaliza visão de Serra sobre Bolívia
Itamaraty enviou relatório à Câmara que revela crescimento na produção de cocaína sob a gestão de Morales
Aumento é resultado de política que combate o tráfico, mas valoriza a produção da folha de coca, afirma ministério

JOSIAS DE SOUZA
DE BRASÍLIA

Documentos oficiais produzidos pelo governo durante a gestão do presidente Lula reforçam a acusação de José Serra (PSDB) contra o governo da Bolívia.
O pré-candidato acusou o governo boliviano, na última quarta-feira, de ser “cúmplice” dos traficantes que enviam cocaína para o Brasil. Em reação, a rival petista Dilma Rousseff disse que Serra “demoniza” a Bolívia.
Dados colecionados pelo governo, porém, avalizam a versão do tucano.
Sob condição de anonimato, uma autoridade da Divisão de Controle de Produtos Químicos da Polícia Federal falou à Folha que, segundo relatórios oficiais da PF, 80% da cocaína distribuída no país vem da Bolívia -a maior parte na forma de “pasta”. O refino é feito no Brasil.
Para a PF, a evolução do tráfico revela que há “leniência” do país vizinho. Serra usara uma expressão análoga: “corpo mole”.
A PF atribui o fenômeno a aspectos culturais, pois o cultivo da folha de coca é legal na Bolívia. O produto é usado de rituais indígenas à produção de medicamentos. Seu excedente abastece o tráfico.
ITAMARATY
Num documento endereçado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em 2007, o Itamaraty disse que, “entre 2005 e 2006, a área de produção de folha de coca na Bolívia cresceu de 24.400 para 27.500 hectares”.
Também informa que, sob o governo de Evo Morales, adotou-se tanto uma política de combate ao narcotráfico quanto de “valorização” da folha de coca.
Segundo o Itamaraty, uma delegação de brasileiros e chilenos foi à Bolívia, em junho de 2007, para reunião com autoridades locais. “Sem resultado”, diz o texto.
Sob Lula, realizou-se um esforço para reativar, sem sucesso, as comissões mistas antidrogas Brasil-Bolívia.
Em setembro de 2008, o Itamaraty enviou à Câmara uma atualização do relatório assinado pelo chanceler Celso Amorim. No tópico sobre drogas, ele afirma que a ONU “divulgou relatório que indica aumento na produção de coca na Bolívia pelo quinto ano consecutivo”.
Em outubro de 2008, Morales expulsou da Bolívia cerca de 20 agentes do departamento antidrogas dos EUA que ajudavam no combate ao tráfico. O pretexto foi a acusação de que a DEA (agência americana antidrogas) realizava espionagem.
A Bolívia firmaria, dois meses depois, um acordo com o Brasil, segundo o qual a PF passaria a atuar na Bolívia no combate ao tráfico de cocaína e armas. Diz a PF que o acordo esbarra até hoje em entraves financeiros. La Paz deseja que Brasília arque com os custos.

Fonte: Cidadania

Brasil tem 2º maior crescimento global

PIB do País no 1º trimestre deve registrar aumento anualizado superior ao da China, ficando atrás apenas da Índia entre as maiores economias
Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo  

SÃO PAULO - O Brasil deve ocupar o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre, à frente até mesmo da China. O dado oficial só será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira da semana que vem, mas, levando-se em conta as projeções do mercado financeiro, já é possível cravar que o País será um dos líderes em expansão no período.

O Itaú Unibanco, por exemplo, estima uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. É uma das projeções mais elevadas de todo o mercado. Em um cálculo anualizado – ou seja, assumindo que o ritmo se manteria pelo resto do ano –, seria o equivalente a crescer 12,6% em 2010.

Para ter uma ideia, a China se expandiu a um ritmo anual de 11,2% entre janeiro e março. O líder do ranking deve ser a Índia, que avançou a uma taxa anual de 13,4%. Os Estados Unidos, que ainda lutam para se recuperar da forte crise que atingiu o país em 2008, cresceram 3%.

O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, observa que há risco de a expansão brasileira no trimestre ser ainda mais forte. O departamento econômico da instituição calcula a alta do PIB mensalmente. Considerando os resultados de janeiro, fevereiro e março nesse levantamento, o crescimento no trimestre seria de 3,6%. Ele admite que os próprios analistas se surpreenderam com o número. Por isso, preferiram optar por uma estimativa mais conservadora.
Recuo
Independentemente da posição do Brasil nesse hipotético ranking global, o fato é que a expansão no trimestre foi bastante superior ao que praticamente todos os analistas esperavam. Por isso, sem uma única exceção, eles projetam uma desaceleração daqui para a frente.

O próprio Itaú acredita que o ritmo de crescimento do PIB vai cair da faixa de 12% para algo como 4% ou 5% no último trimestre do ano. É essa freada que explica a projeção de alta para 2010 inteiro, hoje em 7,5%.

Os especialistas argumentam que, nesse cenário, a expressiva desaceleração é bem-vinda. O Brasil, dizem, não consegue crescer a uma taxa superior a 4% ou 5% de forma sustentável – ou seja, sem uma alta da inflação para um nível acima da meta estabelecida pelo governo e/ou sem abrir um rombo nas contas externas.

"O risco de acelerar demais é sair da estrada e ser obrigado a voltar para trás para retomar a rota", diz o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. Por isso, avalia, o Banco Central (BC) acertou ao iniciar no mês passado o ciclo de elevações da taxa básica de juros (a chamada Selic subiu de 8,75% para 9,50% ao ano).
Se o BC demorasse para agir, diz Rosa, seria obrigado a retrair a economia de uma forma mais intensa, o que poderia causar até mesmo retração do PIB em algum trimestre.

Fonte: Estadão

Bolívia consome menos drogas do que o Brasil



Em mais uma operação “casada” entre órgãos de imprensa e o candidato a ocupar a Presidência da República a partir do ano que vem José Serra, o cultivo de coca na Bolívia está sendo transformado em factóide eleitoral do qual o tucano pretende se beneficiar com seu discurso acusatório ao país vizinho.
Não conseguirei traduzir quanto me é doloroso ver o que estão fazendo com a imagem daquele povo e daquele país que cresce, desenvolve-se, reduz a pobreza e a miséria como nunca, educa o povo e combate as drogas com sucesso crescente.
Posso dizer bastante sobre a Bolívia porque já estive em várias partes do país, tais como Santa Cruz de La Sierra, La Paz, Cochabamba, Oruro, Potosi e Sucre, e posso garantir que o boliviano consome muito menos drogas que o brasileiro, o que, inclusive, é atestado pelo último “Relatório Mundial sobre Drogas 2009” divulgado pelo “Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime” (UNODC, sigla em inglês) em junho do ano passado.
Além disso, o relatório mostra que a Bolívia perde para a Colômbia e para o Peru em termos de exportação ilegal de pasta de coca e que boa parte da cocaína que entra no Brasil pela Bolívia vem desses outros países através do território boliviano.

domingo, 30 de maio de 2010

Sem limite: Folha vende faca em reportagem sobre assassinato por esfaqueamento



O Diário Gauche colheu uma pérola do jornalismo. Eu disse jornalismo?
Em seu site, a Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre um assassinato e embutiu, na própria reportagem, um anúncio de faca, a arma usada no crime.
Depois de ler Caras para ganhar um copo de cachaça, agora é a vez de ler a Folha e morrer assassinado.
E assim vamos formando novos leitores.
Por Charles Carmo

Fonte: O Recôncavo

Classe emergente festeja progressos

30 de maio de 2010

Muitos eleitores de classe média baixa melhoraram de vida nos últimos anos, e associam seus progressos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No tabuleiro de acarajé do Zé da Chica, perto da praia de Itapuã, em Salvador, quatro integrantes dessa classe emergente se reuniram num fim de tarde para conversar com o Estado sobre a melhora em suas vidas - e as consequências dela nas suas escolhas na eleição presidencial deste ano.

O taxista Luis Estrela, de 34 anos, conta que "afundou em dívidas" entre 1998, no final do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e 2003, início do governo Lula. "O poder aquisitivo diminuiu muito", diz, e, com ele, o movimento de passageiros. "Tudo que eu tinha tive que botar na fogueira", recorda Luis. Em 2003, ele devia R$ 30 mil a duas financeiras. "Quando entrou o governo Lula, comecei a respirar." O número de passageiros foi aumentando - ele reconhece que também por causa da violência nos ônibus de Salvador - e os juros dos empréstimos caíram.

Luis reuniu todas as suas dívidas em um banco. "Zerei meu nome nos bancos, cartões de crédito e celular." Comprou um terreno com uma construção por R$ 7 mil à vista e terminou a casa com um empréstimo na Caixa Econômica Federal (CEF) de R$ 17 mil, pelo qual pagou R$ 23 mil, em 24 meses. Equipou a casa com TV de plasma, computador, máquina de lavar, geladeira nova e ar- condicionado. "Coisas que nunca pude ter noutros governos", diz ele. Luis instalou até um DVD player para os passageiros de seu táxi, que é arrendado.

O taxista afirma que ganha entre R$ 4 mil e R$ 4.600 por mês, e paga com facilidade a despesa mensal de R$ 3.500, incluindo o colégio da enteada de 12 anos, o sustento do filho de 1 ano e meio e um plano de saúde. "Graças a Deus, dá para manter uma situação muito boa."

Você lê "veja"? Problema seu!




Duas coisas absurdamente visíveis no artigo abaixo, publicado por "veja": o total desconhecimento de procedimentos e andamento regular de um projeto naval, e inclusive o desinteresse em buscar informações sobre isso; e a leitura rasa de crítica ao governo e ao renascimento da industria naval, jogando isso numa vala comum de “populismo” do governo.
Em momento algum o objetivo desse artigo foi discutir o lançamento do navio, ou a retomada da indústria naval, que isso fique claro. O objetivo da "veja", como sempre, foi bater no governo e na propaganda antecipada de sua candidata. E infelizmente é assim que muitas vezes os temas militares são discutidos pela “grande imprensa” do país, usados simplesmente como meios de fazer política partidária.Vindo de quem vem, a "veja", isso é má fé mesmo.. pura propaganda eleitoral pro PSDB.

É óbvio que o interesse não é divulgar a cultura naval ou mostrar a nossa capacidade técnica ou ressurgimento da indústria naval e sim bater mais uma vez no governo e na pré-candidata deste à sucessão.
A desinformação é usada propositalmente e parte da elite compra a idéia. É ridícula a forma com que essa revista se expressa e age. e muitos só tem ela como parametro.
Merece risos mesmo…

Justiça lerda favorece poder econômico da corrupção e tráfico de armas e drogas



O Jornal da elite Valor Econômico, trouxe matéria sobre a morosidade do Poder Judiciário para julgar casos de desvio de dinheiro para o exterior.

Há US$ 3 bilhões bloqueados em contas bancárias no exterior que não podem voltar ao Brasil enquanto o Poder Judiciário brasileiro não julgar, em definitivo, os réus pelos desvios de dinheiro.

Esse dinheiro é resultado de investigações de lavagem de dinheiro proveniente de crimes de evasão de divisas, corrupção, tráfico de drogas e armas, contrabando e outros e que motivaram a abertura de ações judiciais.

Entre estes valores estão dinheiro como o do grupo Opportunity; dos demo-tucanos paulistas (da turma de José Serra e Alckmin), que receberam propinas da ALSTOM; de traficantes de armas e drogas, e outros.

No governo Lula houve saltos de qualidade nas operações da Polícia Federal, desbatarando diversos casos. Por que o Judiciário não pode fazer como a Previdência Social, que melhorou seus sistemas e procedimentos para resolver uma aposentadoria em meia-hora? Da mesma forma o Judiciário poderia agilizar processos críticos e grandes, que envolvem grandes somas, para vir a ser julgado em meses.

Quando a Justiça quer ter pressa, um presidente do STF fica até meia-noite de plantão para conceder um habeas-corpus à um banqueiro (Daniel Dantas) no mesmo dia da prisão.É inaceitável que o Judiciário seja moroso em causas de grande importância para o interesse geral da população. O crime organizado se move por dinheiro. Atingir o poder econômico das quadrilhas é o mais duro golpe em sua capacidade de continuar praticando crimes. Confiscar e reaver o dinheiro roubado ou produto de outros crimes, asfixia o crime organizado, cortando a fonte de suprimentos de seu poder.

Ao contrário do que diz José Serra (PSDB/SP), não são camponeses e índios pobres bolivianos que movem o tráfico de armas e drogas. São as organizações criminosas como o PCC, sediadas em São Paulo, as más autoridades policiais e judiciárias que se deixam corromper pelo dinheiro para deixar o tráfico funcionar, e o pessoal do colarinho branco que lavam esse dinheiro. Esses, pode-se dizer, estão no topo da hierarquia, na economia do crime.

Se José Serra, quando foi governador de São Paulo, tivesse autoridade, determinação e vontade política para combater o PCC, a Organização Criminosa não teria nem poder, nem dinheiro, para assediar, encomendar, dominar territórios e corromper bolivianos, paraguaios, peruanos, etc, controlando boa parte da logística do tráfico internacional.

José Serra também contribuiu bastante para que as lavanderias de dinheiro sujo do narcotráfico e da corrupção funcionassem, ao apoiar a libertinagem das contas CC5 no governo FHC, que levou ao escândalo do Banestado. 

Caso Bolívia: veja que diferença, a Dilma…




Posto aí em cima o vídeo da entrevista concedida por Dilma Roussef na sexta-feira, em Santa Catarina, onde ela trata das acusações feitas por Serra ao governo boliviano, para que você veja como os conceitos de experiente e preparado que procuram fazer grudar em José Serra são um produto, apenas, da vontade da mídia.
Dilma dá uma pequena lição de diplomacia e de preparo para governar com a responsabilidade que um país como o Brasil, mas há algo mais que quero destacar.
Reparem como, com toda a maratona a que está submetida, Dilma tem o semblante tranquilo. Não está de risinhos e simpatias forçadas. Chega a parar a fala para ir devagar, não cometer imprudências ou radicalismos verbais. Serra, ao contrário, é um poço de nervos.
Vou tratar deste assunto à tarde, acho que é importante a gente entender os perigos da situação que se aproxima.

Fonte: Tijolaço

Santayana: Belo Monte é a soberania nacional


Nelson Rockefeller veio para a Amazônia com os protestantes

Na Revista do Brasil, edição de maio, página 5, Mauro Santayana define com clareza por que há tanta oposição à construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu:


“Se o governo não houvesse considerado a construção da usina uma questão de honra nacional, provavelmente os interesses estrangeiros, inimigos do nosso desenvolvimento independente, impediriam a importante obra, necessária à ocupação nacional e ao desenvolvimento da região amazônica.”


“Durante os últimos a nos, principalmente com Collor e Fernando Henrique, a Amazônia se abriu a ONGs internacionais e à presença sempre atrevida de estrangeiros … esses que se levantam agora contra Belo Monte.”


“Desde o século 19, europeus e norte-americanos tentam ocupar a Amazônia, em nome da ‘civilização’, de Deus (com os protestantes liderados pelos  Rockefeller) e, ultimamente, da preservação do meio ambiente.”


“Ao tomar a decisão de construir a usina contra todos esses opositores, o governo Lula reafirma a soberania sobre a Amazônia, de maneira firme.”



Fonte: Conversa Afiada

O plano contra o crack

Por Marcos Ovos


O PLANO FOI LANÇADO DIA 20 PASSADO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve lançar nesta quinta-feira (20), durante a 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o plano interministerial de combate ao crack. Tema de várias reuniões no governo nas últimas semanas, o plano terá três frentes: combate, prevenção e tratamento.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, em relação ao combate à droga, a intenção do governo é reforçar a fiscalização nas fronteiras, principalmente com o Peru, a Bolívia e Colômbia, para impedir que o crack entre no país. A ideia seria usar a Polícia Federal, as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança Pública nesse trabalho.
O plano prevê também a capacitação de lideranças comunitárias, professores e outros agentes das sociedade civil para serem multiplicadores de informações sobre os riscos do uso da droga e seu poder de dependência. Além disso, o governo pretende ampliar o atendimento dos Centros de Assistência Psicossocial (Caps), do Ministério da Saúde, para tratar dependentes do crack. Entre as opções, está a possibilidade de que eles funcionem 24 horas por dia.
Lula deve aproveitar o evento com prefeitos de todo o país para ressaltar a importância do engajamento dos gestores municipais no enfrentamento da droga e nos males causados pelo crack.
Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a apreensão da pasta base de cocaína — usada para produzir as pedras de crack — cresceu de 500 kg, em 2008, para 4,5 mil quilos em 2009. Proporcionalmente, acrescentou Barreto, a apreensão de crack foi maior do que outros tipos de droga, como a maconha e a própria cocaína.
No plano de ação de combate ao crack, o governo federal também deve trabalhar para obter dados mais precisos sobre o consumo da droga nas cidades brasileiras

Fonte: Nassif 

Ver a tucana do jornal do PSDB desesperada, não tem preço:Eventual vitória de Dilma vai resultar no enterro do DEM

Na contabilidade da oposição, uma eventual vitória de Dilma Rousseff em outubro vai somar 20 anos do PT na Presidência e resultar no enterro do DEM. Aliás, do DEM e do PPS, com sérias avarias no PSDB.

Eis a aritmética em caso de Dilma vencer: Lula oito anos, Dilma mais quatro, a volta de Lula para mais oito.

O que está em risco é a sobrevivência da oposição, pelo menos da oposição tal como configurada nestas eleições. E, com vitória ou com derrota, a palavra "fusão" corre solta entre os oposicionistas, para gerar um novo partido, mais competitivo.

O DEM foi criado como PFL em 1985, no rastro da dissidência do PDS (partido da ditadura, originário na Arena) que apoiou as Diretas Já e o oposicionista Tancredo Neves (PMDB).

A evolução do processo político após a ditadura não acolheu as siglas "de direita", espectro do PFL e agora do DEM. Assim, seus primeiros líderes não tiveram condições de concorrer à Presidência da República, a não ser em 1989, e transformaram o partido em linha auxiliar do PSDB.

Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL na maior parte da vida do partido, encerrou a carreira política; Marco Maciel (PE) teve seus oito anos de glória como vice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); o baiano Antonio Carlos Magalhães, que sempre andou em faixa própria, muitas vezes na contramão dos caciques, morreu em 2007.

A segunda geração, no DEM, demonstra inexperiência política e falta de instrumentos para disputar a linha de frente, seja a Presidência, sejam os governos estaduais.

O presidente é Rodrigo Maia (filho de César Maia, ex-prefeito do Rio). O ex-líder na Câmara era ACM Neto (neto do cacique baiano). O atual é Paulo Bornhausen (filho do ex-presidente do PFL). Os sobrenomes ficaram, mas a força política murchou.

Na geração intermediária, a resistência está ainda no Nordeste: senador José Agripino Maia (RN), deputado José Carlos Aleluia (BA), ex-governador Paulo Souto. Nada no Rio de Janeiro, em Minas, em São Paulo.

As maiores esperanças eram José Roberto Arruda, governador do DF, e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Arruda saiu da política para a cadeia na crise do mensalão do DEM. Kassab foi um bom candidato, mas é um prefeito sob críticas.

O DEM, agora, só tem uma alternativa: a vitória ou a vitória de José Serra. Do contrário, vira coisa do passado. Da colunista Eliane Catanhêde. Publicado por sugestão do leitor, Marcos Andrade

Ele voltou!


A gente falou aqui, e não deu outra. O Serra de sempre está de volta! Tirou o “modelito” lulista que seu marqueteiro Luiz Gonzalez tinha preparado, que estava produzindo pérolas inesquecíveis de cinismo, como aquela de dizer que Lula estava “acima do bem e do mal” e partiu para o velho e furibundo discurso direitista, na versão “sem fantasia”.
Ontem, em Cuiabá, dando curso à sua reencarnação de Moreira Franco – que nos anos 80 se elegeu prometendo “acabar com a violência em seis meses” – , Serra seguiu a risca a recomendação de alguma pesquisa qualitativa que revelou o óbvio (a preocupação pública com o tráfico de drogas) e voltou a martela na tecla em que vem batendo desde que chamou o presidente boliviano Evo Morales de “cúmplice” do narcotráfico.
Só que agora foi abertamente para cima de Lula: “”O presidente da República é o culpado pela falta de segurança, porque ele é o corresponsável”. E emendou isso com uma declaração tão dúbia quanto idiota: “parece que virou política de governo mandar cocaína para acabar com nossa juventude”. A qual governo se refere? Mesmo que seja só ao da Bolívia – e ainda que fosse a Bolívia, e não a Colômbia, o grande exportador de drogas ilegais, qualquer um que pensar dois segundos vai lembrar que a cocaína é um problema que veio do mundo desenvolvido – a começar dos EUA – para cá, e não dos coitados dos índios bolivianos, que plantam coca há milhares de anos, perdidos lá nas solidões do altiplano.
A mixórdia do discurso – que se desmonta só aplicando o mesmo critério para falar da segurança em São Paulo – só é superada pela mixórdia moral de um candidato que adota  como prática inverter em 180 graus  o seu discurso em função de índices das pesquisas que contrata.
Serra não tem pudor algum em se amoldar ao que julga conveniente, porque é da natureza dos subservientes ter um cérebro e um caráter  que se assemelha a estas “massinhas de modelar” infantis. Só que, ao contrário destas, isso é altamente tóxico para a sociedade, porque exalta a falta de princípios, o oportunismo, o carreirismo.
Mas saudemos o retorno de José Serra ao velho discurso de direita, de qualquer forma. Quando alguém tenta se eleger com primarismos, com preconceitos, com demagogia barata, dá-nos a chance de, no processo eleitoral, elevarmos o nível de consciência de nosso povo e, progressivamente, irmos tornando a sociedade brasileira imune a este tipo de picaretagem moral.
Serra é um homem devastado por seu próprio oportunismo.

Fonte: Tijolaço

Diplomacia de Lula só ajuda Dilma

O Conversa Afiada assegura que o Barão do Rio Branco 
pensa em votar na Dilma

A revista Carta Capital publica na página 23 artigo de Marcos Coimbra de título “Política externa e opinião pública”.

Coimbra observa: “quem, nas ultimas semanas, leu os principais jornais (o PiG (*) – PHA)  deve ter ficado com a impressão de que nossa política de relações exteriores será um problema para Dilma Rousseff.”
(Clique aqui para ler “Hillary está uma fera com o Brasil e o Brasil com ela”)

Porém, “nas pesquisas qualitativas feitas atualmente, o que se encontra é uma sensação de orgulho do cidadão comum pelo que avalia ser um crescente reconhecimento internacional do Brasil, seu governo e sua economia.”

“Assim, Dilma Rousseff não terá dificuldades com esse tema na campanha. Ele nunca foi central nas nossas disputas presidenciais, mas vai subir de importância agora e nos próximos anos. Se desejar,  Dilma pode promovê-lo desde já, e tem tudo a ganha com isso.”


Coitado do jênio.

Nem na política externa do Lula ele pode bater.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: os artigos de Marcos Coimbra na Carta Capital revelam, a cada semana, a distância abismal que existe entre ele e a Vox Populi e o Datafalha e o Globope. A qualidade intelectual de Coimbra apequena os porta-vozes dos outros institutos.

Em tempo2:
Ainda na Carta desta semana, na página 14, leia por que Dilma sobe nas pesquisas. É a coluna – sempre excelente – de Mauricio Dias, a Rosa dos Ventos, que explica: porque ela é a candidata da continuidade. O Conversa Afiada acrescenta, modestamente. Não se sabe o que o jênio pensa. Mas, sobre o que pensa a Dilma é só perguntar ao IBGE.

Em tempo3: O ordinário portal Conversa Afiada presta com este post uma singela homenagem aos notáveis colonistas (**) Monica Bergamo e Ricardo Noblat.

Procurador Geral Eleitoral representa fora-da-lei contra Lula e Dilma

Em primeira mão no blog Os Amigos do Presidente Lula em 30/05/2010 às 08:07hs

Só faltava essa: o Procurador Geral Eleitoral não seguiu a própria lei que ele usou para representar contra o PT, Lula e Dilma, por conta do programa de TV de 10 minutos que foi ao ar no dia 13 de maio último.

Nem adianta comentar o conteúdo da representação, porque a lei que rege a propaganda partidária diz textualmente que tal representação só pode ser oferecida por partido político, e não pelo Ministério Público Eleitoral.

Infelizmente o Procurador Geral Eleitoral se antecipou, e fez o trabalho que deveria ser feito por um partido de oposição.


Depois que o partido de oposição apresentasse a representação, caberia a Procuradoria Geral Eleitoral acompanhar, e emitir parecer, quando solicitado pelo Juiz.

A lei até é meio esquizofrênica, pois a Procuradoria Geral Eleitoral deveria ter essa prerrogativa também no caso da propaganda na TV, mas é assim que está valendo, e para todos. Enquanto a lei não muda é preciso segui-la.

Assim, a representação é inepta e deverá ser arquivada pelo TSE. Mas os advogados demo-tucanos devem agradecer. Com toda certeza aproveitarão o trabalho feito pelo nobre Procurador, copiarão o texto, assinarão embaixo, e apresentarão novamente ao TSE.

Se por acaso, este blog, com nossos parcos conhecimentos de cidadãos leitores da lei, estiver errado, cabe perguntar porque o Procurador Geral Eleitoral não representou contra os programas de TV do PSDB no fim do ano passado, quando fizeram o mesmo com de José Serra e Aécio Neves; nem representou contra o PPS que fez pior. Fez igual ao DEM: colocou filiados a outros partidos (José Serra, Aécio Neves e Fernando Gabeira) falando em seu programa, comportando-se como uma "legenda de aluguel".

A íntegra da representação pode ser lida aqui.

Fonte: Amigos do Presidente Lula 

BP sabia dos riscos e continuou operando poço



Existem certas coisas que a gente, sem ter conhecimento técnico especializado ou mesmo muita informação, acaba intuindo. Imagine que você fosse um engenheiro de petróleo de uma empresa privada. Vê um problema com um poço que produz dezenas de milhares de barris por dia ou, para ser preciso, milhões de dólares diários. Como é que você fica para dizer que a atividade precisa parar e, talvez por meses, deixar inativa aquela “máquina de fazer dinheiro”?
É muito difícil que uma empresa privada se disponha a isso. Não é imposível, mas também não é provável.
Ontem, o The New York Times confirmou que os interesses comerciais da British Petroleum se sobrepuseram aos cuidados de segurança, ao revelar que documentos internos da empresa já apontavam a fragilidade do equipamento colocado na boca do poço que está há 40 dias derramando petróleo no Golfo do México, no que já é o maior desastre ecológico do novo século.
Os primeiros problemas de segurança foram detectados, segundo documentos internos da BP, em junho do ano  passado. Novos diagnósticos, em abril deste ano, antes do desastre, alertavam para problemas.
A BP assumiu o risco de continuar a extração; E quem paga pelo risco que se assumiu para ganhar dinheiro é o planeta. Ontem, finalmente, o presidente Barack Obama assumiu que o proglema, agora, é do Governo americano.
Agora, faça uma pergunta a você mesmo, se fosse uma empresa estatal, não estaria todo mundo, do presidente da República à diretoria da empresa exposto à justa cobrança e até à ira da população? Pois eu duvido que alguém aqui ou em qualquer lugar dos EUA saiba sequer o nome do presidente da BP.

Fonte: Tijolaço

Gilmar ameaça usar a “mídia” para atacar presidente do STF. Caiu a máscara

Ele acha que pode tudo


Fernando de Barros e Silva, na Folha (*), página A14, publica reportagem espantosa:

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Dantas (**) ameaçar usar a mídia (leia-se PiG ***) para atacar o atual presidente do STF, Cezar Peluso.


Peluso assumiu o Conselho Nacional de Justiça e resolveu conferir despesas feitas pelo ex-Supremo Presidente do Supremo com diárias e viagens.


Mais: Peluso criou um setor contábil, que não existia.


A resposta do ex-Presidente Supremo do Supremo foi feroz e incluiu: “escrever na imprensa” para se defender.


Peluso, num e-mail, ponderou que esse “não é assunto para o público externo, ‘numa alusão às incursões mediáticas do colega’ ”, completou Barros de Silva.


Ou seja, a reportagem da Folha expõe as vísceras de um mal que afligiu o Brasil durante dois anos: a sinistra associação entre quem se tinha na conta de Supremo e o PiG (***).


Uma associação que, a certa altura, este ordinário blog percebeu como um pacto para dar um Golpe de Estado da Direita.


É para isso mesmo que o PiG (***) serve.


Como vala por onde correm as ameaças ao Estado de Direito.


O que o Ministro Peluso pretende é um elementar controle sobre diárias e passagens do órgão que preside.


Nenhum presidente do Supremo deu tantas entrevistas ou fez tantas viagens quando o ex-Supremo ex-Presidente.


Só  num certo “mutirão carcerário” – que teve efeito irrelevante sobre a situação dramática dos presídios brasileiros – só por conta desse mutirão o ex-Presidente Supremo gastou a bagatela de R$ 7 milhões do povo brasileiro.


Muito bem faz o Ministro Peluso em querer saber que história é essa.


Chamar as contas às falas.


E que venha a fúria do Supremo ex-presidente no PiG.


Ela já não assusta mais ninguém.


Ele vive hoje ministerial irrelevância e se encaminha, segundo Justiniano I, o Grande – clique aqui para ler – para deixar o Supremo, com a inexorável vitória da Dilma.


E vai se dedicar, provavelmente, a processar, inutilmente, jornalista independente.


Indubitavelmente, belo fim de carreira.


Paulo Henrique Amorim 

Ao humano em Clovis Rossi

Um comentário sobre a Paella do Lula
(Claudia C. Carezzato)

"Que texto fantástico! A imagem é a do lírio brotando no pântano... de um acidente, surge o humano , não no presidente, mas no jornalista, que por uns instantes parece ter conseguido vislumbrar o ser humano formidável que é o presidente Lula.
É preciso ter olhos humanizados, olhos de ver, para ver o grande homem que a imprensa se esforça para esconder e tirar o brilho. Se hoje a esmagadora maioria dos brasileiros insiste em aprová-lo como o melhor presidente que o Brasil já teve, não é porque fale muitas línguas ou por sua formação acadêmica. Como todos sabemos, inclusive nós que o amamos muito, não negando a lingüística de sua origem, ele continua não acertando os Ss no lugar certo. E apesar de ser isso um motivo para chacotas, como tantos outros, diferenças sociais que fazem tantos tolos diplomados rirem, realmente não tem a menor importância.
É uma pena que esse momento precioso de lucidez e humanidade tenha durado tão pouco, e o pequeno tenha tomado conta do jornalista novamente.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/05/ao-humano-em-clovis-rossi.html

A PAELLA DO LULA
Clovis Rossi
(...)
O presidente Lula havia terminado de discursar, após receber prêmio. Sempre que isso acontece, os jornalistas (e muitos outros no auditório) tentam se aproximar do presidente, para arrancar uma frase ou, simplesmente, mostrar a cara.
Foi o que tentei fazer, mas pela via errada. Em vez de subir pela escadinha que levava ao palco, tentei escalar o degrauzão do meio. Escorreguei, cai de costas e fraturei as costelas.
Ainda assim, me levantei, usei a escadinha mas, ao chegar perto do bolo, estava como Jorge Araujo, um extraordinário fotógrafo da Folha, costuma brincar: "Já vi cadáveres mais corados que você".
Descrição perfeita para meu estado naquele momento. Se não fosse Patrícia Chiarello, misto de diplomata (da assessoria de imprensa do Itamaraty) e anjo-da-guarda de jornalistas, me mandar sentar e tomar água, teria desmaiado no meio do palco.
O presidente Lula se aproximou e constatou o mesmo que o Jorge Araujo: "Você está branco e suando frio".
Não me lembro se foi antes ou depois da frase de Lula que o coronel Cléber Ferreira, médico da Presidência, me examinou. No momento em que apalpou minhas costas, detectou a fratura e iniciou as providências para que eu fosse levado ao hospital.
Tentei resistir, dizendo que precisava terminar os textos do dia e enviá-los para a Folha. Aí, baixou o coronel no médico, e as ordens foram cumpridas.
Ele fez questão de me acompanhar na ambulância e no hospital, enquanto fazia as radiografias e um exame de urina para ver se a queda trouxera outras complicações.
Primeira observação que, imagino, o leitor não desconfia: é possível, sim, a um médico da Presidência abandonar o presidente para dar atenção a um jornalista. É verdade que, naquela altura, o jornalista precisava dele mais que o presidente, mas o gesto fica.
Como ele me contou no caminho, foi só o seu lado coronel que forçou Lula a não viajar para Davos, em janeiro, quando passou mal em Recife.
(...)
Pouco antes da chegada deles, aparecera no meu quarto uma quentinha, enviada pelo presidente Lula.
Eu já havia jantado, no próprio quarto. Por isso, ofereci a paella (o conteúdo da quentinha) aos companheiros. Assis Moreira não se fez de rogado. Comeu toda a paella do presidente.
Aí, chegaram Lula e sua turma. O assessor diplomático Marco Aurélio Garcia, os ministros Nélson Jobim e Franklin Martins, Nelson Breve, também da SECOM, Carlos Villanova, diplomata que é o segundo de Franklin na Comunicação Social da Presidência, em geral encarregado com competência das viagens internacionais de Lula. Talvez houvesse mais alguém com eles, mas eu não tinha condições físicas de girar o corpo para ver quem se postou atrás de mim.
Lula chegou no exato momento em que eu havia iniciado assim o texto: "Sem se manifestar desde que deixou o Irã na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem tempo para "amadurecer as reações" em torno do acordo com os iranianos (e os turcos) antes de se pronunciar".
Ordenei: "Senta aí e escreve o resto, vai. Você sabe melhor do que eu o que você pensa e diz".
Observação final: minha relação com o presidente (e também com o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso) sempre foi cordial, como pessoas físicas. Como pessoas jurídicas, critiquei um e critico o outro, às vezes impiedosamente, mas esse é o jogo certo (acho eu) entre jornalismo e política.
Com FHC, a relação era mais formal, pela idade de cada um. Com Lula, é mais relaxada, até porque o conheço desde o tempo em que eu é que podia mandar quentinhas para ele, não o contrário.
Tanto que me despedi brincando: "Você é um péssimo presidente, mas um notável ser humano".

Fonte: Amigos do Presidente Lula

E o DEM do Serra já era.Queda de Serra expõe atritos DEM-PSDB

Enfrentando trajetória descendente nas pesquisas de intenção de votos, o palanque PSDB-DEM começa a expor suas fissuras.

Contidas quando o pré-candidato tucano, José Serra, liderava com ampla vantagem a disputa pela Presidência, as divergências vêm à tona especialmente agora, na discussão do vice.

Integrantes da cúpula do DEM se dizem excluídos da coordenação da campanha e preteridos em negociações nos Estados. Para completar, discordam das alternativas ao nome de Aécio Neves, caso ele resista mesmo aos apelos para que ocupe a vice.

Apesar da falta de um nome que unifique o partido, os democratas já avisaram ao PSDB que só cederiam a posição para Aécio.

Até mesmo os mais afinados com Serra reagem à indicação do presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ).

Cotado para a vaga mesmo após apresentar emenda que atenua o projeto Ficha Limpa, ele sofre resistência do PP e do DEM. Dornelles, que já foi filiado ao antigo PFL, desfalcou o partido quando saiu.

No DEM, não há consenso sobre a indicação de Kátia Abreu (TO), José Carlos Aleluia (BA) ou José Agripino Maia (RN).

Os democratas resistem ao senador Tasso Jereissati (CE), mas, no PSDB, não impõem tantas restrições ao ex-ministro Pimenta da Veiga.

Há trepidações em Estados como Santa Catarina e Goiás. Mas a tensão promete ser acirrada em São Paulo.

Sob o patrocínio do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidatos a deputado federal do DEM que disputam vagas contra tucanos têm o apoio formal de vereadores e diretórios do PSDB.

O próprio Geraldo Alckmin reagiu com surpresa ao ouvir a manifestação da presidente de um diretório do PSDB em favor de um candidato democrata."Há casos de diretórios inteiros. É um salve-se quem puder", diz o coordenador de programa de Alckmin, José Aníbal (PSDB).

AVARIAS

O DEM terá de lidar, nas eleições deste ano, com avarias internas. O partido deverá ter candidato próprio em apenas quatro Estados. Em outros sete não deve concorrer nem para o Senado.

O escândalo do mensalão no DF, que culminou na prisão e renúncia de José Roberto Arruda, único governador do partido eleito em 2006, levou o Democratas a perder influência na definição das coligações. O partido defende-se dizendo que expurgou Arruda de seus quadros com rapidez.Da folha tucana

A mídia, os membros do Judiciário e a quimera do golpe improvável

A temperatura da disputa política, agitada com os recentes programas partidários, traz ao primeiro plano uma movimentação que, dependendo dos desdobramentos, pode ser ridícula ou inquietante: a nova direita, tal como a antiga, parece o homem que, acordado, age como se dormisse, transformando em atos os fragmentos de um longo e agitado sonho no qual ele ainda é o principal ator, com poderes para interromper qualquer possibilidade de avanço institucional.

Por Gilson Caroni Filho*, em Carta Maior

O sonho-delírio do bloco neoudenista insiste em não aceitar a disputa democrática, reitera a disposição em deixar irresolvidos conflitos fundamentais, antecipando o fracasso de qualquer debate político. Seu ordenamento legal não se propõe a garantir o mesmo direito a todos, ampliando o Judiciário e racionalizando as leis. Deseja uma democracia que só existe no papel, com instituições meramente ornamentais que dão um tom barroco às estruturas de mando.

Inconformada com a derrota que se anuncia em pesquisas de intenção de voto, a classe dominante se esmera em repetir ações que um dia lograram êxito. Tornam-se cada vez mais frequentes as ações combinadas de articulistas de direita e membros do Judiciário.

Acreditando que a história permite repetições grotescas, multiplicam-se editoriais, artigos, entrevistas com vice-procuradoras e ministros do TSE que acreditam estar criando condições superestruturais para um golpe contra a candidatura de Dilma Rousseff. Se ainda podemos encontrar pouquíssimos comentários políticos de diferentes matizes, é inegável a homogeneidade discursiva dos “especialistas” em jornalismo panfletário. E eles se repetem à exaustão.

O fator Serra e as marcas no PSDB

As obviedades dessa campanha são de cansar.

Serra dá o tiro na Bolívia. Aí a Veja aparece com a matéria prontinha, mostrando o perigo boliviano. Daqui a pouco vão ressuscitar os 200 mil guerrilheiros das FARCs que invadirão o Brasil pelo mar.
Agora, o Ruy Fabiano – contratado pela campanha de Serra – levanta a bola na coluna do Noblat, dizendo que graças à falta de ação do Itamarati, esse será uma das peças da campanha.
Onde esse pessoal está com a cabeça? Criaram um mundo circular em que meia dúzia de neocons falam para eles próprios sem se dar conta do entorno. É um autismo assustador. Montam toda uma encenação, articulam aqui e ali, Serra solta o rompante, a Veja repica a matéria, o Fabiano autoelogia o brilhantismo da estratégia do próprio grupo, todos rodopiando no meio do salão escuro, como nas velhas conspirações político-midiáticas, julgando que ninguém está acompanhando o bailado.
E a Internet inteira olhando aquele bailado louco e se indagando: o que deu neles? Montam toda uma encenação, supondo-a esperta, para um tema que só encontra ressonância em eleitores de ultradireita e nos órfãos de Sierra Maestra.

Procura-se um vice.......... quem se abilita.... ?

Doutrina Serra, o reprise



Na história recente, um governante de um grande país fez acusações sem provas a outro país e, com base nelas, tomou medidas que posteriormente se mostraram desastrosas.  Esse tipo de conduta de um chefe de Estado pode afundar uma nação, como se verá a seguir.
O governante em questão foi George Walker Bush, que acusou o Iraque de possuir “armas de destruição em massa” e, com base no que não podia provar, declarou guerra ao país, invadiu-o, assassinou centenas de milhares de inocentes e, de quebra, ainda afundou a economia americana e fez os Estados Unidos perderem o respeito do mundo.
Disse bem Dilma Rousseff, sobre a acusação que seu adversário José Serra fez ao governo Evo Morales de que este permitiria o tráfico de “cocaína” para o Brasil: “Estadista não faz acusação sem provas a outro país”.
Após Serra posar todo orgulhoso para fotos ao lado do “exterminador do futuro”, o dublê de ator e atual governador republicano da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, pode-se ter uma idéia do tipo de relações internacionais que seriam construídas por um eventual governo tucano.

Você não pode ler o que os americanos lêem sobre os EUA


Deu no The New York Times, anteontem, quinta-feira, como está reproduzido aí ao lado. Mas os “jornalões” brasileiros, como acontecia nos tempos da ditadura, decidiram que você não ia ler esta notícia.
Philip Alston, o relator especial das Nações Unidas sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, disse quinta-feira que  entregará um relatório dia 2 de junho ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, declarando que “o poder de vida ou morte” de aviões-robôs  deve ser confiado de forças armadas regulares e não às agências de inteligência, como é o caso dos “drones” guiados por controle remoto que estão realizando bombardeios no Afganistão e no Paquistão.
Ele comparou  como os militares e a CIA. respondem às alegações que os ataques mataram civis por engano. “Com o Departamento de Defesa que você tem informações , talvez não completas,  quando um bombardeio no Afeganistão vai mal”,  mas disse que quando a CIA é a responsável, não responde a nenhuma pergunta nem dá qualquer informação.
Sob as leis da guerra, os soldados dos exércitos tradicionais não podem ser processados e punidos pela morte de forças inimigas em uma batalha. Os Estados Unidos alegaram que, devido a Al Qaeda não obedecer aos requisitos estabelecidos nas Convenções de Genebra – como estar vestindo uniformes – eles não têm direito às regras. Mas os operadores dos aviões-robôs, vinculados à CIA “também não usam não usam uniformes”, diz o NYT.
Harold Koh,  conselheiro jurídico do Departamento de Estado, advertiu que  operadores de  drones da CIA poderiam, segundo os manuais militares americanos, ser considerados  criminosos de guerra. Jeh Johnson,  defensor geral do Departamento, e sua equipe acabaram por concordar com essa preocupação. Eles reformularam os manual para que os assassinatos cometidos desta forma não possam ser julgados pelos tribunais afegãos ou paquistaneses como crime de guerra ou de espionagem.
A notícia, em espanhol, está no jornal Publico, se você quiser ler.

Fonte: Tijolaço

Técnicos da Oi/Telemar cortam cabos da GVT



Quando você pensou que a falta de escrúpulos da Oi tinha chegado no limite com o desrespeito completo aos consumidores, eis que se surpreende mais uma vez.
Em Salvador e no Distrito Federal, técnicos da Oi são flagrados cortando os cabos da GVT, tirando a rede da empresa do ar, sob o argumento de que nos edifícios residenciais as caixas são da Oi.
A prática foi comprovada e depois confirmada pela própria Oi/Telemar, que foi obrigada pela Justiça a suspender os cortes. De acordo com a decisão do juiz, “nada justifica o exercício do esforço pessoal, promovendo elas próprias o corte dos cabos, sem que tenham título judicial ou autorização do órgão competente para tanto.”
Em muitos edifícios de Salvador, a Oi/Telemar ficou com ZERO clientes depois da chegada da GVT. Daí começou a simplesmente ir aos edifícios, e cortar o cabo da GVT na caixa do prédio.
Além disso, corre na Justiça outras duas ações contra a Oi/Telemar por práticas bizarras de concorrência.
A primeira delas é a de que funcionários da Oi, quando informados da portabilidade da Oi para a GVT, estavam ligando para a GVT se fazendo passar por clientes para cancelar a portabilidade.
A segunda é a de que a Oi estaria usando sua rede para impedir que os clientes ligassem para a GVT quando estivessem com problemas, para prejudicar a avaliação de qualidade da GVT.
É demais.
Por falar nisso, alguém tem notícia da presença da Anatel?


Fonte: Acerto de Contas
Ass. dos Militares de PE
Combo Digital

Até o jornal tucano pergunta para Serra;Cadê o discurso?

Claro que a vaga de vice é um problema para a campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Mas encontrar o discurso parece ser um problema ainda maior.

Até agora não existe um mote, uma ideia que sintetize a candidatura e que faça o grosso do eleitorado entender a razão de optar por ela.

Serra oscila entre maior e menor agressividade direta contra Dilma Rousseff e o PT, quase sempre poupando Lula. Há ataques a Lula, mas são cifrados demais para o grosso do eleitorado.

Alguns exemplos para não cansar. Insinuar que não teria boa relação com ditadores, porque Lula tem. Não lotear os cargos, porque com ele seria diferente, não teria essa coisa de ceder à fisiologia. Neste exemplo, o próprio Serra se esquece das boas relações que manteve e mantém com José Roberto Arruda e democratas, tucanos e peemedebistas que não ficam nada a dever à turma da pesada que apoia Lula.

Mas o que importa é que ele tenta ferir Lula. Discretamente, repita-se. Motivo: boa parte dos que hoje optam pelo tucano avalia bem o governo do presidente. Seria suicídio político brigar de frente com o petista.

Resta, portanto, bater no PT e em Dilma. Mais à frente, virá a chamada tentativa de desconstrução. Em outras palavras, ataques mais duros à pré-candidata do PT. Simultaneamente, fará um discurso algo doce para tentar mostrar a suposta superioridade no quesito preparo para governar. Mas, de novo, a pergunta: qual é o mote?

Dilma tem o seu: continuar a obra de Lula, de fácil compreensão para a maioria dos eleitores.

Sem discurso, começam a bater o desespero e o destempero no próprio candidato. E, aí, ocorrem ataques como o desferido contra a Bolívia. Ninguém entendeu a razão.

Especulação: pode ser uma tentativa de construir um discurso mais linha dura em relação à segurança pública, um dos temas de maior preocupação do eleitorado. O risco é soar meio malufista. Existe indício nesse sentido: o violento comportamento da Polícia Militar de São Paulo hoje em dia.

A PM paulista está matando mais, de acordo com dados do primeiro trimestre deste ano comparados com a mesma época do ano passado. Nesse período, em que Serra governava o Estado, cresceram 40% as chamadas ocorrências em que há resistência seguida de morte.

Falar mais duro em relação ao combate às drogas pode atrair uma fatia do eleitorado. No entanto, numa primeira avaliação, parece estreito para virar um discurso de campanha eficiente a fim de derrotar a candidata de um presidente com popularidade recorde. Do Kennedy Alencar