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quinta-feira, 31 de março de 2011

“Ressurge a democracia” – o Globo, em 2 de abril de 1964. Depois, foi dedo duro



No dia de hoje, 31 de março de 1964, houve a intervenção militar, a maior desgraça que se abateu sobre o Brasil, depois de três séculos de Escravidão (ainda inacabada).

Clique aqui para ler a entrevista de Mino Carta ao Abujamra: “O PiG implorou pelo Golpe militar”.

O Conversa Afiada deseja aliar-se aos que, em surdina, celebram a intervenção.

Muitos historialistas se desculpam com pretenso Golpe que o Jango ia dar – a intervenção teria sido um ato de “guerra de prevenção”, como dizia o Bush, filho. 

E convoca o jornal O Globo para, em seu nome, brindar o regime que o deputado Bolsonaro ainda defende.

Transcrevemos aqui o editorial que o Globo escreveu logo após o Golpe.

No dia 2 de abril.

Em seguida, o amigo navegante verá como o Globo logo cedo, rápido começou a prestar serviços ao regime militar ( aos torturadores hoje devidamente anistiados).

Bombardeios “cirúrgicos” matam dezenas na Líbia, diz bispo

Agora é uma voz sobre a qual não podem pesar suspeitas de parcialidade em favor de Muammar Gaddafi: o bispo Giovanni Innocenzo Martinelli, representante do Vaticano em Tripoli disse que pelo menos 40 civis foram mortos por ataques aéreos de forças ocidentais em Trípoli.

“Quanto à ação da coalizão, não me venham dizer que se bombardeia para defender a população civil. Por mais que sejam precisos os bombardeamentos contra objetivos militares, claramente envolvem também os edifícios civis circunstantes. Sei que pelo menos dois hospitais sofreram danos indiretos dos bombardeamentos. Foram destruídas portas e janelas e os pacientes estão chocados. Saiba-se que as ações militares estão causando vítimas entre os mesmos civis que se quer proteger com estas ações militares”, disse D.Martinelli á agência católica Fides.

Ele condenou a possibilidade aventada pela secretária de estado Hillary Clinton de entregar armamento americano aos rebeldes: “Quer-se prosseguir a guerra. Agora, os rebeldes estão nas portas de Sirte, mas passá-la não será certamente fácil. Armar uma parte da população líbia não me parece uma solução moral”.

Fonte: Tijolaço

O que a falácia da ditabranda revela

Reproduzo artigo de Marco Aurélio Weissheimer, publicado no sítio Carta Maior:

Em um editorial publicado no dia 17 de fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo utilizou a expressão “ditabranda” para se referir à ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Na opinião do jornal, que apoiou o golpe militar de 1964 que derrubou o governo constitucional de João Goulart, a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes similares na América Latina.

Como já se sabe, a Folha não foi original na escolha do termo. Em setembro de 1983, o general Augusto Pinochet, em resposta às críticas dirigidas à ditadura militar chilena, afirmou: “Esta nunca foi uma ditadura, senhores, é uma dictablanda”. Mas o tema central aqui não diz respeito à originalidade. O uso do termo pelo jornal envolve uma falácia nada inocente. Uma falácia que revela muita coisa sobre as causas e consequências do golpe militar de 1964 e sobre o momento vivido pela América Latina.

É importante lembrar em que contexto o termo foi utilizado pela Folha. Intitulado “Limites a Chávez”, o editorial criticava o que considerava ser um “endurecimento do governo de Hugo Chávez na Venezuela”. A escolha da ditadura brasileira para fazer a comparação com o governo de Chávez revela, por um lado, a escassa inteligência do editorialista. Para o ponto que ele queria sustentar, tal comparação não era necessária e muito menos adequada. Tanto é que pouca gente lembra que o editorial era dirigido contra Chávez, mas todo mundo lembra da “ditabranda”.

A falta de inteligência, neste caso, parece andar de mãos dadas com uma falsa consciência culpada que tenta esconder e/ou justificar pecados do passado. Para a Folha, a ditadura brasileira foi uma “ditabranda” porque teria preservado “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”, o que não estaria ocorrendo na Venezuela. Mas essa falta de inteligência talvez seja apenas uma cortina de fumaça.

O editorial não menciona quais seriam as “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça” da ditadura militar brasileira, mas considera-as mais democráticas que o governo Chávez que, em uma década, realizou 15 eleições no país, incluindo aí um referendo revogatório que poderia ter custado o mandato ao presidente venezuelano. Ao fazer essa comparação e a escolha pela ditadura brasileira, a Folha está apenas atualizando as razões pelas quais apoiou, junto com a imensa maioria da imprensa brasileira, o golpe militar contra o governo constitucional de João Goulart.

Está dizendo, entre outras coisas, que, caso um determinado governo implementar um certo tipo de políticas justifica-se interromper a democracia e adotar “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”. A escolha do termo “ditabranda”, portanto, não é acidental e tampouco um descuido. Trata-se de uma profissão de fé ideológica.

Há uma cortina de véus que tentam esconder o caráter intencional dessa escolha. Um desses véus apresenta-se sob a forma de uma falácia, a que afirma que a nossa ditadura não teria sido tão violenta quanto outras na América Latina. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se elas não mantivessem relação entre si, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a região.

Curió, o major da repressão, é preso em Brasília


O Limpinho reproduz texto publicado em O Globo, tomado emprestado do Blog de Luis Nassif com dica de Stanley Burburinho.

Tatiana Farah

O oficial de reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura (foto), um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia, foi preso na terça-feira, dia 29, em sua casa em Brasília durante uma operação de busca e apreensão a documentos da ditadura. Segundo a Superintendência da Polícia Federal (PF) do Distrito Federal, o major Curió guardava em casa armas sem o devido registro. Depois de prestar depoimento à Justiça Federal e à PF, Curió foi levado para o Batalhão de Polícia do Exército, uma vez que é militar.

Os agentes federais e o procurador da República Paulo Roberto Galvão foram à casa de Curió para tentar resgatar documentos do período da ditadura (1964-1985), em especial de sua atuação durante a Guerrilha do Araguaia, no início dos anos 70. Foram apreendidos documentos, um computador e armas que não tinha registro de porte.

O Ministério Público Federal vai submeter o computador à análise em busca de documentos que possam estar digitalizados. Entre os papéis encontrados pelo MPF, estão páginas de documentos antigos com o selo “confidencial”. No entanto, o MPF não confirmou se os papeis podem ajudar na localização dos corpos dos guerrilheiros enterrados no Araguaia (TO) durante a ditadura.

Bolsonaro diz que tem imunidade para roubar



Estou preparando uma nova representação contra o Deputado Jair Bolsonaro.
Ele perdeu as condições de ser respeitado como parlamentar.
Se não bastassem as declarações racistas e homofóbicas, hoje, ao atacar o programa antidiscriminação desenvolvido pelo Ministério da Educação – um projeto que recebeu, inclusive, elogios da Unesco – Bolsonaro foi acima e além do que pode ser aceito pelo decoro parlamentar.
“Eu tenho imunidade para falar ou para roubar”, disse ele.
O senhor Bolsonaro tornou-se uma desmoralização para a Câmara. E seu comportamento está estimulando os grupos nazistóides, como o que invadiu o site da apresentadora e cantora Preta Gil, cuja pergunta sobre negros detonou a ira do deputado.
Os outros 512 deputados não podem aceitar que um parlamentar saia por aí dizendo que nossa imunidade parlamentar é “para roubar”.
Se ele acha que é para isso, não tem o direito de tê-la.
PS – A propósito: a repercussão do caso é tanta que UNESCO defendeu nesta quinta, via Twitter, apuração de denúncias de homofobia e racismo feitas contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), e reafirmou compromisso com valores de tolerância, respeito à diversidade e aos direitos humanos.
Fonte: Tijolaço

Mino Carta desanca a mídia golpista



Fonte: Miro

Lula participará de fórum de tecnologia em Washington


O ex-presidente Lula participará, na próxima quarta-feira (7), de um fórum sobre o uso de novas tecnologias na política que será realizado em Washington, informaram nesta quarta seus organizadores.

Lula será um dos convidados especiais do Fórum de Líderes Públicos da América Latina, evento organizado anualmente pela Microsoft desde 1998, informou uma porta-voz.

Este ano, o fórum, que deve reunir dezenas de líderes e analistas da região entre terça e quarta-feira, estará focado na utilização das novas tecnologias pelos líderes no contato com a população.

Em edições passadas, o evento teve a participação dos presidentes Felipe Calderón, do México, Alvaro Uribe, da Colômbia, e do ex-mandatário americano Bill Clinton.

Político derrotado na Bahia corta o pulso com Lula em Coimbra

Stanley Burburinho oferece ao amigo navegante a seguinte informação, obtida numa unidade de pronto socorro: um homem alto, de uns 60 anos presumivelmente, bem vestido (mas com o hábito de tirar os sapatos no avião), de voz alta e uma certa arrogância cortou os pulsos de forma severa:

Aleluia do DEM envia carta ao reitor de Coimbra contestando título de Doutor a Lula


“CARTA ABERTA AO PROF.JOÃO GABRIEL SILVA,


MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA


José Carlos Aleluia, professor universitário, Membro da Comissão Executiva do Democratas e Presidente da Fundação Liberdade e Cidadania


Na condição de professor universitário venho perante Vossa Excelência manifestar a minha perplexidade — e porque não dizê-lo–, indignação, diante da concessão do título de doutor honoris causa, pela instituição que ora Vossa Excelência representa, ao ex-Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.


Tomando como referência o significado que tem, para nós brasileiros, a Universidade de Coimbra, entendo que a iniciativa destoa aberta e completamente de toda a sua tradição. Aprendemos que as personalidades que lideraram o processo da Independência e que assumiram os destinos do novo país –a começar do Patriarca, José Bonifácio– formaram seu espírito na Universidade de Coimbra. Aplaudimos com entusiasmo a concessão daquele título a ilustres representantes da contemporânea cultura brasileira, a exemplo do saudoso Miguel Reale. Em eventuais excursões a Portugal, todo membro da comunidade acadêmica brasileira sente-se no dever de conhecer a instituição que consideramos parte integrante de nossa história.

O destino de Agnelli

Um leitor me pergunta o que vai acontecer a Roger Agnelli agora que vai perder a boca rica de um salário de 1.3 milhão por mês. Não sei, mas que ninguém se preocupe, ele não vai ter dificuldades.

Imagino que o Bradesco, – desde sempre a casa de Agnelli, que sempre foi ali uma espécie de menino de ouro do presidente Lazaro Brandão, que vai  mexer os pauzinhos para que ele seja absorvido por alguma empresa amiga. Porque, duvido que depois das manobras temerárias do futuro ex presidente da Vale para se segurar no cargo é claro que o bancão não vai coloca -lo na sua própria diretoria.
É provavel que Agnelli possa também contar com uma aposentadoria da Valia – Fundo de Pensão da Empresa que permite que seus diretores, depois de cinco anos de contribuição (com o dobro do valor complementado pelos cofres da vale) se aposentem a partir dos 45 anos ( que maravilha não é? Coitado daqueles a quem o padrinho de Agnelli, Fernando Henrique Cardoso, chamava de vagabundos!)
Ele agora está dizendo que quer ter um trabalho “social” ligado ao terceiro setor. Pelo menos é o que disse ao site “Máquina News“:
“O senhor pensa em voltar ao setor financeiro algum dia? _Não penso. não. Penso no que estou fazendo hoje. Minha cabeça está em 2020. quando eu gostaria de estar em Angra dos Reis. olhando meus filhos. dando gás para os dois. Eles estão indo bem. Mas eu os cobro. É meritocracia em casa. Outro dia falei para meu filho [João. 21 anos]: ” lsso não está bom. tem de melhorar’: Ele está montando uma empresa. e estou dizendo que está devagar. Já devia estar produzindo. É assim que eu me vejo Sem trabalhar? _Sem trabalhar. a minha mulher não agüenta. né? Quero fazer algo ligado a planejamento. estratégia Se puder Integrar ISSO com o terceiro setor. alguma fundação. será maravilhoso. Me dedico muito á fundação da Vale. Estamos fazendo uma revolução social. E não é apenas dinheiro. Dinheiro não falta no mundo. o que falta é Inteligência em projetos sociais.”
A menção a Angra dos Reis é porque lá, numa das paradisíacas ilhas do litoral, fica a casa de férias de Agnelli. Aliás, uma das casas porque a outra, no município é a Casa de Abrigo Roger Agnelli, construida com o dinheiro da Ferrovia Centro Atlântico,  uma das empresas do grupo Vale, e Prefeitura de Angra dos Reis. Note -se o rasgo de modéstia ao batizar a instituição com seu próprio nome. Culto à personalidade é isso aí.
Pode ser também que Agnelli enverede pela política, como diz hoje a colunista Hildegard Angel.

Adeus, José de Alencar!


Fonte: Maria Frô

Estão tirando pão da boca de criança


Não, agora não é mais apenas uma força de expressão: o título acima resume o crime hediondo cometido por 16 pessoas presas esta semana pela Polícia Federal em Alagoas, entre elas quatro “primeiras-damas” de municípios do interior, que desviaram dinheiro da merenda escolar para comprar ração para cachorro, garrafas de uísque 12 anos e caixas de vinho, entre outros artigos de primeira necessidade.
Já vimos de tudo em matéria de bandalheira no nosso país, mas pode existir algo de mais abominável do que literalmente tirar pão da boca da crianças, em sua grande maioria carentes, que têm na merenda escolar muitas vezes sua única refeição do dia?
Será que estas mulheres chamadas de “primeiras-damas”, cujos nomes foram mantidos em segredo de Justiça, não têm filhos, netos, alguma criança na família para saber a barbaridade que estão cometendo?
A PF calcula que em dois anos estes criminosos desviaram R$ 8 milhões da verba destinada à merenda das escolas públicas de Alagoas. Quantos quilos de comida e litros de leite poderiam ser comprados com esta grana que o governo gastou e não chegou às crianças alagoanas?
O pior é isso: o esquema já é antigo, tem um monte de gente envolvida em mais de 20 municípios, incluindo Maceió, os supermercados que forneciam a merenda também faziam parte dos desvios de verbas do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar)para abastecer as mordomias das excelências municipais, e ninguém denunciou nada antes que a Polícia Federal botasse as madames em cana.

Brics já deixaram de ser emergentes, diz criador do termo

O'Neill aponta que China já é a 2ª
 economia do mundo e Brasil, a 7ª
Os quatro países conhecidos como Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – já deixaram para trás o status de economias emergentes e precisam ser vistos como uma categoria à parte, escreve nesta quinta-feira o criador do termo, Jim O'Neill, no jornal britânico The Times.

O'Neill, presidente da gestora de ativos da Goldman Sachs na Grã-Bretanha, sustenta no artigo que dois Brics, China e Brasil, já estão entre as sete maiores economias do planeta, com os outros dois muito próximos na lista.

"É cada vez mais claro para mim que se referir às quatro nações dos Bric como 'emergentes' não faz mais sentido", escreve o economista.

"Os Bric, junto com alguns outros países, merecem um status diferente de muitos outros que podem ser corretamente classificados como mercados emergentes."

Reclassificação

Recentemente a Goldman Sachs reclassificou os quatro países, que passaram a ser chamados de "mercados de crescimento" nos relatórios da consultoria.

Nesta categoria estariam também Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia – entretanto, "muito longe" dos Bric em termos de importância econômica, escreve Jim O'Neill no Times.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Últimas 24 horas de José Alencar


Segunda-feira, dia 28, 14 horas. Com fortes dores abdominais, José Alencar chegou de ambulância para ser internado mais uma vez no Hospital Sírio-Libanês.
A equipe médica rapidamente se reuniu na UTI e avaliou a gravidade do quadro _ tão grave, que não havia mais nada a fazer, a não ser sedar o paciente com morfina para que ele não sofresse com as dores.
O ex-vice-presidente estava consciente ao chegar e mostrou bom humor quando fez seu último comentário aos médicos, antes de receber o medicamento:
” O doutor Raul não vai falar nada? Se o doutor Raul não está falando nada é porque estou mal, a situação deve ser grave mesmo…”
Terça-feira, dia 29, por volta das 14h30 horas. O médico Raul Cutait, 61 anos de idade e 37 de medicina, que cuidava de José Alencar desde a sua primeira cirurgia, em 1997, e passou com ele as últimas 24 horas, recebe uma ligação do ex-presidente Lula, querendo saber notícias do seu amigo.
Dez minutos depois, Cuitait daria a notícia da morte de José Alencar a Lula, que soltou um palavrão e começou a chorar ao telefone.

Bradesco diz que Folha (*) não tem pé nem cabeça

Agnelli, o jatinho e a megalomania

Saiu no blog do Nassif:


Bradesco desmente nota da Folha


Nota à imprensa


O Bradesco declara improcedentes as informações da reportagem envolvendo esta instituição no jornal Folha de S. Paulo, hoje, 30 de março, na primeira página e páginas B1 e B3, desconsiderando o seu teor, por não ter qualquer fundamento ilações nela contidas.

Bradesco

Assessoria de Imprensa


Comentário


O vazamento das informações foi atribuído a fontes ligadas a Roger Agnelli visando embolar o meio de campo. Em particular, acreditam ter sido da lavra de um publicitário estreitamente ligado a Agnelli. A intenção seria criar constrangimento, atrasar as mudanças – inevitáveis.


O que a Folha (*) disse, foi o seguinte:

Afinal, alguém tem coragem de falar de Agnelli


Finalmente surgiu um colunista de economia que se dignou a tratar de um tema que parece tabu: quanto ganha o presidente da Vale. Guilherme Barros, do IG, confirma os dados divulgados ontem aqui e até mesmo a suposição que fiz sobre a remuneração de Roger Agnelli.
Diz a nota que publica o jornalista:
“Com a saída da presidência da Vale, Roger Agnelli terá uma perda substancial em seus rendimentos. Além de dois aviões Citation, um deles comprado recentemente, e de um helicóptero, o executivo deixará de receber R$ 16 milhões por ano, valor que compreende salários e bônus pagos pela mineradora.
Os outros oito principais executivos que compõem a diretoria da Vale ganham cerca de R$ 78 milhões por ano.
A sucessão de Agnelli será tratada em reunião do Conselho de Administração da companhia nesta quinta-feira.”
Divididos por 12 meses, Agnelli ganhou nada menos que R$ 1,3 milhão mensais.
Ainda bem que ainda tem gente na imprensa que acha, corretamente,  que uma companhia de capital aberto, com ações em poder do público, e que tem 51% de sua controladora – a Valepar – pertencentes a fundos de pensão mantidos por estatais não pode tratar isso como sigilo. Aliás, se a imprensa publica salário de jogador de futebol, onde nem há dinheiro público envolvido, porque não se pode saber quanto ganha o presidente de uma empresa que tem tamanha parcela das ações vinculadas ao poder público?

Mandava quem podia, obedece quem tem padrinho

Mesmo condenada a pagar imposto no Brasil, Vale recorre ao tribunal de Gilmar Mendes para não pagar


A mineradora Vale está com sérios problemas de compatibilidade com os interesses da nação brasileira.

Primeiro está sendo cobrada em R$ 4 bilhões de royalties de mineração pelo DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), em favor dos estados de Minas Gerais e do Pará, e entra com recurso na justiça para não pagar.

Agora faz o mesmo para não pagar impostos sobre os lucros ganhos a partir do dinheiro brasileiro, da matriz "brasileira", investido no exterior.

A própria Vale informou, com outras palavras:

- que havia entrado com mandado de segurança contra a tributação no Brasil dos lucros das filiais e subsidiárias no exterior.

- que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) julgou que a empresa tem que pagar o imposto no Brasil, sim.

- que recorrerá aos tribunais superiores (STJ e STF) para não pagar, alegando que no tribunal onde Gilmar Mendes dá batente, há julgamento de causa semelhante que permanece empatado.

A ação vem desde 2003, quando a Vale entrou com um processo questionando a validade do artigo 74 da Medida Provisória 2.158-34 de 2001, que determinava o pagamento do imposto de renda no Brasil sobre a receita líquida das subsidiárias estrangeiras.

A Vale alega "bitributação", dizendo que já paga impostos no estrangeiro.

Então cabe a pergunta: por que ela não entre na justiça estrangeira, alegando bitributação lá, dizendo que tem que pagar impostos aqui? 
(Com informações do Valor)

Lula manda Portugal dar um bico no FMI e copiar a Argentina

O Nunca Dantes emprestou ao FMI e pode cantar de galo

Conversa Afiada reproduz texto do Tiempo Argentino: 

Lula aconseja que Portugal rechace al FMI

El ex mandatario afirmó que cada vez que interviene el organismo, “crea más problemas que soluciones”. La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, manifestó la intención de ayudar a Lisboa porque “no es un socio cualquiera”.


El ex presidente brasileño Luiz Inácio “Lula” da Silva le recomendó a los políticos de Portugal que no acepten un rescate financiero, pero el país europeo afrontaba ayer nuevos embates de los mercados luego que Standard & Poor’s redujo la calificación a los bonos de deuda portugueses por segunda ocasión en seis días, dejándolos apenas un punto arriba del nivel basura. Esta calificación elevará el costo del dinero para Portugal en los mercados internacionales, donde los especuladores consideran al país una apuesta peligrosa.

Lula afirmó que aun cuando Portugal se encuentre al borde de la quiebra financiera, debe abstenerse de aceptar la asistencia del fondo de rescate financiero europeo y del Fondo Monetario Internacional, porque le acarrearía al país más medidas de austeridad y le reducirá el crecimiento. El gobierno en Portugal dispuso reducciones de sueldos y alzas de impuestos que suscitaron una oleada de huelgas y un deterioro del nivel de vida en el país.


“Cada vez que el FMI intenta ocuparse de las deudas de los países crea más problemas que soluciones”, apuntó Lula el lunes durante su viaje a Portugal. Ayer Lula volvió a insistir con el tema y se mostró partidario de una reforma de las Naciones Unidas y del sistema financiero internacional: “La paz que deseamos sólo será completa y duradera si logramos crear un orden económico internacional menos desigual y excluyente.”

MP é acionado para processar Bolsonaro


O site Rede Brasil Atual publica uma matéria do jornalista João Peres onde faço algumas declarações sobre a representação ao Ministério Público contra o deputado Jair Bolsonaro. Faço apenas a retificação de que  a ação – felizmente – não é de minha iniciativa, mas de todo o grupo de parlamentares.
Transcrevo um trecho da matéria e, a seguir, a representação feita à Procuradora Gilda Pereira Carvalho, chefe da Procuradoria dos Direitos do Cidadão.
“Ao perceber a repercussão negativa de sua declaração, o deputado emitiu nota na qual defende que não entendeu a pergunta feita por Preta Gil e que sua posição referia-se a um namoro com um gay, e não com um negro. “Não sou homofóbico e respeito as posições de cada um; com relação ao racismo, meus inúmeros amigos e funcionários afrodescendentes podem responder por mim.”
Brizola Neto considera que é evidente que Bolsonaro compreendeu perfeitamente a questão e acredita que o argumento se trata de um artifício para escapar de uma condenação por racismo. A questão é que o crime de homofobia não é tipificado pela legislação brasileira, embora exista um projeto a respeito em tramitação no Congresso desde 2006, ao passo que o crime de racismo é inafiançável e rende até cinco anos de prisão.
“Pela primeira vez a gente vê o deputado Bolsonaro se intimidar com as questões que costumeiramente ele declara. Vejo um recuo dele porque sabe que pode ser criminalizado e ele pode sofrer vários problemas”, defende Brizola.”
Agora à tarde, o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, protocolou na Câmara representação por quebra de decoro parlamentar contra  Bolsonaro (PP-RJ), que, segundo a ordem fez declarações que  ” extrapolaram a olhos vistos a liberdade de expressão” e violaram “a lei e a Constituição”,

Bolsonaro diz que é surdo, não racista. É reincidente

Brasil está se tornando potência científica, diz relatório

Emergentes estão se aproximando
de grandes potências científicas
Um relatório divulgado na Grã-Bretanha indica que o Brasil e outros países emergentes, liderados pela China, estão despontando como grandes potências na área de produção de estudos científicos, capazes de rivalizar com países que têm tradição nessa área, como os Estados Unidos, nações da Europa Ocidental e o Japão.

De acordo com o estudo feito pela Royal Society, a academia nacional de ciência britânica, São Paulo subiu para do 38º para o 17º lugar na lista de cidades com mais publicações científicas no mundo, o que “reflete o rápido crescimento da atividade científica brasileira”.

A representatividade dos estudos brasileiros teve leve aumento: entre 1999 e 2003, eles equivaliam a 1,3% do total de pesquisas científicas globais. Entre 2004 e 2008, essa porcentagem subiu para 1,6.

Mas “as reduções significativas no orçamento de ciência em 2011 levantam preocupações”, diz o relatório. Em meio aos cortes de R$ 50 bilhões anunciados pelo governo no orçamento federal, o Ministério de Ciência e Tecnologia deve perder R$ 1,7 bilhão.

China

Lula recebe prêmio e diz que injustiça contribui para a xenofobia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira em Lisboa ao receber o prêmio Norte-Sul, do Conselho da Europa, que a ordem internacional injusta contribui para o surgimento da xenofobia.

O prêmio da organização europeia é dado anualmente às personalidades que mais contribuem para a solidariedade e interdependência mundial.

"A melhor resposta à crise é a retomada do crescimento mundial. O ambiente de estagnação ou de recessão é o pior para a causa dos direitos humanos. Sociedades acuadas por uma ordem internacional injusta e especulativa tendem ao rancor, quando não à xenofobia", disse o ex-presidente.

Segundo Lula, é necessário ir além da defesa dos direitos humanos, ampliando a luta pela igualdade econômica.

"Cada vez mais o mundo se convence de que o respeito pelos direitos humanos vai além da garantia dos direitos individuais, da liberdade de expressão e da escolha de seus dirigentes. O processo democrático ganha nova dimensão quando acompanhado da garantia dos direitos econômicos e sociais básicos, da redução das desigualdades."

No discurso, Lula defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU para uma nova "governança mundial", a retomada das negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), a mudança da supervisão das instituições financeiras e que a especulação com commodities seja reprimida.

Além de receber o prêmio Norte-Sul, Lula também deve receber durante sua visita a Portugal, na quarta-feira, o título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra. A presidente Dilma Rousseff também está em Portugal e deve comparecer à cerimônia em Coimbra.

Contra a pobreza

Argentina condenou 486 por crimes na ditadura

Argentina já colocou na prisão 486 acusados por crimes durante a ditadura
Da Carta Capital

Entre eles, três ex-presidentes da República foram condenados. Naquele período, mais de 30 mil argentinos foram mortos ou se encontram desaparecidos

Ao contrário do que ocorre no Brasil, na Argentina, lugar de torturador é na cadeia, mesmo que esse tenha sido presidente do país. Por conta dos crimes cometidos pelo governo nos últimos anos de chumbo de lá (1976-1983), três presidentes-militares que governaram o país no período foram julgados e presos.

Segundo entidades de direitos humanos, um total de 486 ex-militares do Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias e forças nacionais envolvidos em mais de 30 mil mortes ou desaparecimentos no período, foram julgados e presos, sem direito a recursos, nos últimos cinco anos graças a anulação de leis que travavam julgamentos, promulgadas em 2006, pelo governo Néstor Kirchner (2003-2007).

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste domingo 27 não existe paralelo com qualquer país da América Latina, Leste Europeu ou África, que tenha prendido seus torturadores sem a necessidade de um tribunal especial ou de exceção. Como aconteceu com o ex-presidente Jorge Videla, que foi condenado à prisão perpétua aos 85 anos por crimes de sequestro e tortura. Reynaldo Bignone, também ex-presidente, pegou pena de 25 anos.

Um dos próximos processos a ter julgamento é o da chamada “Operação Condor”, uma aliança militar entre os países da América do Sul sob regime ditatorial.

Por outro lado, segundo a reportagem da Folha, a Justiça Militar argentina processou 350 militantes de esquerda enquanto no Brasil a justiça processou 7.400 e no Chile 6 mil, durante os anos de suas respectivas ditaduras. Uma demonstração clara de que, por lá, a via judicial não era o caminho mais usado para que o governo enfrentasse seus opositores.

Fonte: Escrevinhador

Farsa da “exclusão aérea” vira intervenção aberta



A história da “zona de exclusão aérea” na Líbia, decidida pela ONU, por obra dos EUA, que o Brasil fez muito bem em não apoiar, está ficando parecida com as tais armas de destruição em massa do Iraque de Saddam Hussein.
Agora, segundo o jornal The Guardian, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou  que as potências poderão armar os rebeldes que lutam contra Muamar Kadafi, o que foi admitido também pelos seus colegas da Inglaterra e da França.
Alliás, dias depois de destruída a Força Aérea Líbia, que exlusão aérea é essa? Os aviões e mísseis americanos e dos seus aliados estão é apoiando as forças rebeldes, é claro. E, agora, se puderem, vão armá-los diretamente.
Bem dizia a minha avó que é mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo.
Fonte: Tijolaço

Moniz Bandeira: EUA e aliados querem legitimar doutrina da intervenção humanitária

por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior
As razões pelas quais Estados Unidos, França e Inglaterra dediciram liderar uma ação militar na Líbia contra o regime de Muammar Kadafi ainda não estão muito claras. Os limites desta ação determinados pela resolução aprovada no Conselho de Segurança das Nações Unidas falavam da instalação de uma “zona de exclusão aérea” com o objetivo de proteger a população civil dos ataques dos aviões de Kadafi. Mas esses limites já foram extrapolados, com ataques no solo a tanques e tropas leais ao governo líbio. O que, afinal, está por trás desta ação?
Em entrevista à Carta Maior, concedida por correio eletrônico, o historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira analisa as revoltas populares que estão acontecendo no Oriente Médio e no norte da África. Sobre o conflito líbio, Moniz Bandeira reconhece que as razões da posição de EUA, França e Inglaterra não estão muito claras e podem estar relacionadas a questões internas destes países e também à vontade de legitimar a doutrina da intervenção humanitária.
“Os objetivos não estão claros. A guerra foi praticamente iniciada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Supõe-se que ele deseja evitar que uma guerra civil na Líbia provoque um grande fluxo de refugiados para o sul da França. Mas há outras hipóteses. Tanto na França como nos Estados Unidos, cujos presidentes estão muito desgastados, bem como na Inglaterra, motivos eleitorais provavelmente influíram na decisão de deflagrar a guerra. O petróleo, aparentemente, não foi um fator decisivo”, avalia.
Cientista político e professor titular de história da política exterior do Brasil na UnB (aposentado), Moniz Bandeira é autor de mais de 20 obras, entre as quais “Formação do Império Americano”, que lhe valeu a escolha de Intelectual do Ano 2005, pela União Brasileira de Escritores, e o Troféu Juca Pato. Em abril deve estar nas livrarias a 3ª edição de seu livro “Brasil-Estados Unidos: a rivalidade emergente”, prefaciado pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.
Carta Maior: Na sua avaliação, quais são as principais causas das revoltas que estamos assistindo hoje no Oriente Médio e norte da África?
Moniz Bandeira: É difícil apontar os principais fatores que determinaram e determinam a eclosão das revoltas nos países árabes. São diversos e complexos. E tudo indica que são autóctones, não obstante o fenômeno do contágio. O sucesso do levante na Tunísia estimulou o alçamento no Egito e daí se alastrou, conforme as condições domésticas de cada um dos países da região. Há, decerto, diferenças históricas, sociais e políticas entre os dois países. Suas estruturas de Estados e instituições são diferentes. Ao contrário da Tunísia, o Egito é o mais populoso país árabe e o mais importante, do ângulo geopolítico e geoestratégico, no Oriente Médio. Entretanto, nos dois países, há uma juventude, com certo nível de educação e saúde que não encontra emprego ou ocupação adequada à sua capacitação.
A Tunísia tem uma população de cerca de 10,4 milhões de habitantes, altamente alfabetizada e urbanizada e apenas 3,8% vivem abaixo do nível de pobreza. Porém, com uma força de trabalho de quase 4 milhões de pessoas, o nível de desemprego, da ordem de 14%, é muito elevado. O Egito, por sua vez, tem uma população de 76,5 milhões de habitantes, dos quais cerca de 20% a 25% vivem abaixo do nível de pobreza. Sua força de trabalho soma 26,1 milhões, mas o índice de desemprego, da ordem de 9.7%, é bastante elevado. Apesar de haver crescido 5% nos últimos anos, sua economia não conseguiu criar empregos conforme as necessidades da população. A juventude está seriamente afetada pelo desemprego. Cerca de 90% dos desempregados são jovens com menos de 30 anos. Os graduados têm de esperar pelo menos cinco anos por uma oportunidade de trabalho na administração. E as políticas neoliberais executadas pelo ditador Hosni Mubarak agravaram as desigualdades e o empobrecimento de milhões de famílias.
As oportunidades de trabalho, desde há muitas décadas, crescem muito menos do que a taxa de crescimento da população. Entrementes, no campo, há algumas regiões com excesso de força de trabalho, e outras com carência. E os regimes tanto na Tunísia quanto no Egito estavam politicamente estagnados, sob as ditaduras corruptas e brutais de Zine el-Abidine Ben Ali e de Hosni Mubarak. Esse fato, em meio ao desemprego, extrema pobreza, inflação, alta dos preços dos alimentos e o ressentimento político provocado pela sistemática repressão, foi aparentemente fundamental na deflagração das revoltas, que, sem dúvidas, seitas islâmicas fundamentalistas, como a Irmandade Muçulmana no Egito, e interesses estrangeiros trataram e tratam de aproveitar.