
Enquanto alguns jornalistas e ex-ministros de FHC pregam que o Brasil se encaminha para se tornar uma nova Grécia, o ministro das Finanças grego George Papaconstantinou, integrante do governo que herdou a crise que afeta o país europeu, pediu conselhos ao ministro Guido Mantega.
Está na coluna Mercado Aberto, da Folha de S.Paulo, assinada por Maria Cristina Frias, que o ministro grego quis saber o que o governo Lula fez para melhorar a relação dívida/PIB e ainda com grandes reservas. Anexo a notícia em um blog (notas Conselheiro 1 e Conselheiro 2) já que na Folha só está disponível para assinantes.
Não é só para a Grécia que o Brasil pode dar lições apesar da tentativa de gente subalterna de sempre minimizar o país nesse governo. Em conversa com o Financial Times, o economista Nouriel Roubini, que previu a gigantesca crise de dois anos atrás, afirmou que agora é a hora dos pupilos oferecerem algumas dicas ao professor que vivia lhes passando “dever de casa” . Estudioso dos países emergentes, Roubini acha que estes têm muito a ensinar à Europa e aos Estados Unidos.
O Financial Times diz que os governos ocidentais se endividaram tanto que seus fundamentos fiscais são piores dos que as nações emergentes. “A relação dívida-PIB de países como Brasil (57%, o que não bate com os números que apurei, em torno de 40%), Rússia (6%), Índia (85%) e China (22%) é inferior a de Japão, Grécia e Itália, acima de 100%, e mesmo dos EUA e do Reino Unido que poderão chegar a 100% logo”, diz o principal jornal de economia do mundo.
Acabamos de atravessar com poucos danos as conseqüências da maior crise econômica do mundo desde 1929 e já tem gente torcendo para que o país volte a ser abalado. Mas os urubulinos, mal acostumados com o período FHC, acham que estamos de volta ao tempo em que o Brasil se arrasava com crises até na Tailândia.
Fonte: Tijolaço


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